Ensinar uma criança a poupar, vai muito além de aprender a economizar. É oferecer ferramentas para que consiga fazer escolhas conscientes, compreenda o funcionamento do crédito, evite o endividamento e desenvolva autonomia para enfrentar um sistema financeiro cada vez mais agressivo e abusivo.
Por isso, é bem vista a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto de lei que inclui a educação financeira à grade escolar dos ensinos fundamental e médio. A intenção é preparar os jovens para lidar com questões relacionadas ao consumo e à gestão dos próprios recursos, reduzindo vulnerabilidades.
Os números mostram a urgência da inclusão ao currículo. Pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio) mostra que 81,6% das famílias têm algum tipo de dívida atualmente, novo recorde. A fatia de inadimplentes é de 29,9%. Desse universo, 12,3% afirmam não ter condições de pagar. O cartão de crédito é o grande vilão, presente em 84,6% dos casos.
Agora, para finalmente ter educação financeira na grade escolar, os jovens vão ter de esperar nova apreciação da Câmara dos Deputado, já que o texto sofreu alterações no Senado. Depois, segue para a sanção do presidente Lula.
Fonte: Movimento Sindical