Embora seja o setor mais lucrativo da economia brasileira, o sistema financeiro é de uma irresponsabilidade social assustadora. Em toda campanha salarial, cria muitas dificuldades para negociar e só entra em entendimento depois que os bancários radicalizam o movimento. Este ano não tem sido diferente.
O Movimento Sindical entende que diante da evidente má vontade da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na mesa de negociação, chegando ao absurdo de apostar no retrocesso, a única saída para dobrar a intransigência é a suspensão da produção no sistema financeiro.
De nada adianta fazer greve para pressionar os banqueiros sem a paralisação da engrenagem que move o sistema financeiro, ou seja, a suspensão completa do trabalho à distância, da visita a clientes e da produção extra agência.
A simples greve de não ir ao trabalho, mas continuar produzindo, termina por atender os interesses dos bancos, que hoje têm como política central o fechamento de agências, pois o bancário, de fato, continua a fazer a atividade laboral de casa, enquanto os clientes são forçados a recorrer exclusivamente aos canais digitais.
Com lucros bilionários sempre crescentes, os bancos têm plenas condições de atender as reivindicações da categoria. As cinco maiores marcas em operação no Brasil – Itaú, Bradesco, BB, Caixa e Santander – lucraram, ano passado, R$ 124 bilhões, enquanto nos últimos 11 anos o sistema financeiro extinguiu 100 mil postos de trabalho e fecharam mais de 10 mil agências.
Fonte: Movimento Sindical