Reportagem do Correio Braziliense revela que Flávio Bolsonaro manteve sob sigilo um pacote com mais de 200 decretos para assinatura no primeiro dia de um eventual governo. O plano envolve um “revogaço” de medidas do governo Lula. Na mira, a proteção do meio ambiente e os direitos da classe trabalhadora, incluindo a derrubada de recentes conquistas, como a regulamentação do fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho.
Segundo fontes, as medidas incluem o plano de enfraquecimento dos sindicatos, sob a lógica da “negociação individual”, que isola o trabalhador frente ao patrão. O ataque à fiscalização ambiental também entra na lista. Flávio pretende limitar a atuação de órgãos de fiscalização ambiental em áreas protegidas, facilitando, assim, a impunidade para práticas de desmatamento.
Além disto, as alterações planejam erradicar conselhos, comitês e grupos populares de trabalho da administração federal, sob a justificativa de “enxugar a máquina”. O projeto visa calar a sociedade civil organizada, podendo comprometer espaços de diálogo e acompanhamento das ações do governo, além de abrir caminho para a revisão de políticas sociais e ambientais.
Na área econômica, o plano inclui a privatização de empresas públicas e estatais. A medida pode ampliar a participação privada em setores estratégicos e alterar o papel do Estado na prestação de serviços.
A exposição dos decretos põe em cheque o discurso de bom moço do senador. Ao mesmo tempo em que promete preservar os direitos trabalhistas, as informações de bastidores desmascaram a contradição dos reais planos macabros do presidenciável do PL. A falta de transparência de Flávio Bolsonaro ao deliberadamente omitir textos que impactam diretamente a vida da sociedade, impede o eleitor de conhecer a verdadeira agenda do candidato, que nunca esteve do lado do trabalhador.
Fonte: Movimento Sindical