Depois de muita cobrança, rede do Saúde Caixa avança

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Por anos, bancários denunciaram a dificuldade para encontrar médicos, especialistas e prestadores credenciados em diversas cidades do país. A resposta veio após sucessivas cobranças da representação dos empregados: na sexta-feira (21/08), o Saúde Caixa e a Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil) assinaram contrato de reciprocidade para compartilhar suas redes credenciadas. A medida amplia as opções de atendimento e enfrenta um dos principais problemas apontados pelos usuários: os vazios assistenciais.

A conquista atende a uma antiga reivindicação da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) da Caixa e do Conselho de Usuários do Saúde Caixa. A ampliação da rede, inclusive com o compartilhamento junto a outros planos, já havia sido levada às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho de 2025 e voltou a ser cobrada com força na Campanha Salarial 2026. Em abril, antes mesmo do início das mesas específicas, a CEE pressionou a Caixa por mudanças nos processos de credenciamento e descredenciamento e pela utilização da rede da Cassi.

O avanço ganhou forma em 8 de julho, durante a primeira mesa específica da Campanha Salarial 2026, quando a Caixa informou que o convênio estava próximo de ser concluído. Na ocasião, os primeiros dados apontavam potencial de ampliação da cobertura para 1.803 municípios e atendimento a cerca de 95 mil beneficiários, além da possibilidade de reduzir a necessidade de reembolsos integrais. Agora, com a assinatura do contrato, uma reivindicação construída nas negociações deixa de ser promessa e passa a representar uma mudança concreta para os usuários.

A vitória reforça a importância da organização e da pressão da representação dos empregados diante dos problemas do Saúde Caixa. Mas a cobrança não para: é preciso garantir uma rede ampla, suficiente e de qualidade, com acesso às especialidades necessárias em todas as regiões. Cada avanço arrancado nas negociações mostra que direitos não são privilégios da direção do banco, mas resultado da mobilização e organização dos bancários.

Fonte: Movimento Sindical

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