O Santander Brasil registrou lucro líquido atribuível à holding (a controladora do grupo Santander) de 551 milhões de euros no segundo trimestre de 2026 (2T26), o equivalente a cerca de R$ 3,3 bilhões pelo câmbio médio do período. O resultado representa uma queda de 3% ante o primeiro trimestre, em cálculo que exclui efeitos cambiais.
Os dados da filial brasileira aparecem no balanço divulgado pela matriz do grupo espanhol nesta quarta-feira (22). A subsidiária brasileira informará os resultados consolidados no dia 29, antes da abertura dos negócios na Bolsa de Valores do Brasil. Os números nas duas divulgações, porém, não são diretamente comparáveis por conta de diferenças em critérios contábeis.
A expectativa do mercado financeiro é de que, na semana que vem, o Santander Brasil revele um lucro líquido de R$ 3,465 bilhões no segundo trimestre, de acordo com a média das oito casas (Safra, Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan, UBS BB, Goldman Sachs, XP e Citi) consultadas pelo Prévias Broadcast.
Com os resultados anunciados pela matriz hoje, o lucro do Santander Brasil manteve o posto de segundo maior do grupo no mundo, atrás apenas da Espanha.
No primeiro semestre de 2026 (1T26), o lucro atribuível à holding da operação brasileira somou 1,093 bilhão de euros, ante 2,534 bilhões de euros registrados pela Espanha. No consolidado, o Santander reportou lucro de 7,328 bilhões de euros no período.
Após o Brasil, a terceira maior operação do grupo foi a dos Estados Unidos, com lucro de 989 milhões de euros, seguida pela do México, com ganho de 897 milhões de euros.
Cenário global do grupo
O Grupo Santander registrou lucro líquido ajustado de 3,768 bilhões de euros no segundo trimestre. O resultado representa um crescimento de 17% em relação a igual período do ano passado e de 15% quando desconsiderados os efeitos cambiais.
O lucro líquido contábil somou 3,518 bilhões de euros no trimestre, estável na comparação anual. Já o lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) ajustado atingiu 0,25 euro, um avanço de 7,6% na comparação com os três meses anteriores.
O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado do grupo atingiu 13,9% nos três meses encerrados em junho, ante 13,3% no primeiro trimestre. O Santander fechou o trimestre com índice de eficiência de 42,8%, estável na passagem trimestral.
O custo de risco, por sua vez, alcançou 1,15% no período, ante 1,14% em março. O indicador mede o peso das provisões para inadimplência em relação à carteira de crédito do banco.
Fonte: Estadão