BC: juros caem a conta-gotas

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Migalhas para quem vive do trabalho, bilhões para quem lucra com os juros. É assim que a política monetária continua chegando à vida dos brasileiros: enquanto o Banco Central anuncia pequenas reduções na Selic, o custo do crédito permanece pesado e a população sente no bolso o preço de uma economia submetida a juros elevados.

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa para 13,75% ao ano. O ritmo lento dos cortes mantém o Brasil convivendo com uma das mais duras restrições monetárias. O próprio Banco Central registra que a trajetória de queda projetada para os juros ficou mais lenta ao longo de 2026.

A redução, apresentada como avanço pela grande mídia, ainda está distante de representar alívio concreto para quem depende de crédito, enfrenta o custo do financiamento, paga juros no cartão ou precisa recorrer a empréstimos para fechar as contas. Enquanto isso, os bancos operam em um ambiente no qual o dinheiro continua caro para quem precisa e altamente rentável para quem empresta.

A queda dos juros não pode continuar sendo tratada como uma concessão gradual do sistema financeiro. Para quem trabalha, 0,25 ponto percentual pouco significa diante de uma realidade marcada por crédito caro, endividamento e custo de vida elevado.

 

Fonte: Movimento Sindical

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