A rodada de negociações entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco, realizada nesta quarta-feira (5/8), terminou sem avanços concretos para a categoria.
Embora os representantes dos funcionários tenham reforçado as principais reivindicações da Campanha Nacional específica, o BB não apresentou respostas efetivas para temas considerados prioritários.
O Banco do Brasil não respondeu as reivindicações. Não houve sinalização de novos concursos e a situação dos incorporados continua sem solução, mais uma vez vinculada ao debate sobre o custeio da Cassi. A categoria esperava respostas mais objetivas.
Pautas defendidas
Entre as pautas defendidas pela CEBB estão a definição de um plano de custeio para a Cassi com maior participação do banco, melhorias no Programa de Carreira e Remuneração (PCS), revisão da gestão por metas, ampliação do acesso à Cassi e à Previ para os funcionários egressos e a realização de novos concursos públicos.
Nas devolutivas, o banco reconheceu a urgência da situação financeira da Cassi, mas informou que ainda precisa de mais tempo para construir uma solução considerada “estruturante”. Sobre os funcionários egressos, também não houve avanços. A direção do BB afirmou que segue estudando alternativas para o acesso à Cassi e que retomará, futuramente, mesas específicas para discutir propostas relacionadas à Previ.
Outro ponto que gerou preocupação foi a ausência de qualquer sinalização sobre a realização de novos concursos, uma demanda considerada fundamental pelo movimento sindical diante da sobrecarga de trabalho enfrentada pelos funcionários e da necessidade de reposição do quadro de pessoal.
Durante a reunião, a CEBB também criticou a ampliação da contratação de correspondentes bancários, prática que, além de representar terceirização de atividades, aumenta os riscos relacionados à segurança das informações dos clientes.
Na discussão sobre as cláusulas econômicas, o banco apresentou argumentos para justificar sua política de crescimento na carreira e contestou os pedidos de reajustes constantes da minuta de reivindicações.
O movimento sindical rebateu, destacando que as reivindicações foram construídas de forma democrática, a partir das demandas apresentadas pelos funcionários de todo o país, e reafirmou a necessidade de valorização da categoria por meio da revisão do PCS, do piso salarial e de melhores condições de trabalho.
A próxima rodada de negociação está marcada para 14 de agosto. A expectativa da representação dos trabalhadores é que o Banco do Brasil apresente, finalmente, propostas concretas.
Fonte: Movimento Sindica