Após nova proposta da FENABAN, Assembleia decreta Estado de Greve

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Na rodada de ontem (25), a Fenaban apresentou uma primeira proposta, prevendo aumento de 2,06% (50% da inflação) e, a segunda proposta, de 2,57% (62% da inflação), que representariam perdas reais na remuneração da categoria.

A primeira proposta incluía ainda:
– Fim da indenização por morte ou incapacidade por assalto e do auxílio funeral;
– Retirada da multa em caso de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT);
– Congelamento da PLR e do piso de ingresso;
– Exclusão da verba de requalificação;
– Exclusão da gratificação de compensador de cheque;
– E exclusão da ajuda de deslocamento noturno.

Após a Contec rejeitar a primeira proposta, a mesa entrou em pausa e, na retomada, a Fenaban voltou com o índice de 2,57% para os salários e ainda:
– Congelamento da PLR e do piso de ingresso;
– Aumento de 2,57% no auxílio creche/baba, auxílio para pais com filhos PcD e ajuda de custo para o teletrabalho;
– Exclusão da gratificação de compensador de cheque; e
– E exclusão da ajuda de deslocamento noturno.

A Fenaban, porém, voltou atrás na retirada da verba de requalificação profissional (com reajuste de 2,57%) e na retirada da multa em caso de descumprimento da CCT.

Para o movimento sindical, o índice de 2,57% está muito distante do que os bancários necessitam e não pode ser considerado uma proposta digna para uma categoria que exerce papel fundamental no funcionamento do sistema financeiro.

Além de não atender às reivindicações dos bancários, o percentual não recompõe sequer a inflação dos últimos 12 meses, o que significa, na prática, perda do poder de compra. A proposta da categoria é a reposição do INPC do período, mais 5% de aumento real nos salários, na PLR e demais cláusulas econômicas.

A expectativa agora é que a Fenaban apresente uma nova proposta econômica, mais robusta e que efetivamente valorize os bancários, reconhecendo o trabalho, a produtividade e a responsabilidade assumida diariamente pela categoria.

POR UMA PROPOSTA DIGNA
O Movimento Sindical, reforçou que a categoria espera uma mudança de postura nas negociações. “A proposta de 2,57% não é digna para os bancários e está muito aquém do que a categoria merece. Não estamos falando apenas de números, estamos falando de trabalhadores que todos os dias fazem o sistema financeiro funcionar. Esperamos que a Fenaban compreenda isso e apresente uma proposta que realmente valorize os bancários, recomponha as perdas e contemple um ganho real. A negociação continua, mas precisamos de avanços concretos.”

CAIXA E BB
No início da noite de ontem (25), foram iniciadas as negociações da Caixa e do Banco do Brasil. Na Caixa, além do ACT, tem uma questão de extrema importância e relevância que é o Saúde Caixa, que está trazendo enorme preocupação dos empregados.

NEGOCIAÇÕES CONTINUAM
As negociações permanecem em andamento, e as entidades sindicais seguem mobilizadas, com a expectativa de que uma nova proposta, mais justa e condizente com a realidade dos bancários, seja apresentada pela Fenaban.

A orientação é que os trabalhadores bancários permaneçam atentos aos canais oficiais das entidades sindicais para acompanhar os próximos passos da Campanha Salarial 2026.

Hoje (26), a negociação da Contec com a Fenaban continua a partir das 10 horas, conforme o calendário de reuniões que prevê novas rodadas até sexta-feira, dia 28.

Ontem(25), no Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região, foi realizada uma Assembléia Geral Extraordinária, transmitida pela plataforma ZOOM, com os bancários de sua Base Territorial, informando sobre as negociações, quando foi discutido e votado o Estado de Greve e Assembléias Permanentes.

Após o final da Assembléia, foi apurado os votos de 140 participantes, com aprovação em manter  a Assembléia em aberta a partir de hoje 26/08, para acompanhar a Campanha Salarial 2026 e convocar a categoria para deliberar sobre a proposta da Fenaban, 139 SIM e 1 NÃO; como também, aprovação sobre o Estado de Greve para aguardar as propostas da Fenaban e deflagrar a Greve caso as negociações falhem e não atendam às reivindicações da categoria, 132 SIM e 8 NÃO.

Fonte: SBPNR com informações do Movimento Sindical

 

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