As atenções dos empregados da Caixa estão voltadas para Brasília. Nesta terça-feira (29/08), às 14h30, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) julga o dissídio coletivo que vai definir as condições do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). Depois de meses de negociação e da greve, a expectativa dos trabalhadores é de que a decisão reconheça a importância das reivindicações e preserve direitos históricos.
Estão em jogo, o futuro do Saúde Caixa, as condições de trabalho e um conjunto de direitos construídos ao longo de décadas.
A negociação para a renovação do ACT começou em julho, mas a Caixa demorou a apresentar uma proposta capaz de atender às reivindicações. Mesmo depois de alguns avanços, a proposta levada ao TST recuou em pontos importantes e prejudiciais aos empregados. No caso do Saúde Caixa, o banco voltou a limitar a participação ao teto de 6,5% da folha, retirando do texto levado à Justiça o aumento para 9%, que havia sido apresentado na negociação.
É justamente esse modelo que está sendo contestado. A categoria reivindica a retomada do princípio histórico de custeio 70% pela Caixa e 30% pelos usuários, além do fim do teto de 6,5%, que impõe aos empregados uma participação muito maior do que a estabelecida.
A Caixa tem condições de fazer mais. O banco fechou 2025 com lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões. No primeiro semestre de 2026, mesmo com a redução em relação ao mesmo período do ano anterior, registrou R$ 7,4 bilhões de lucro recorrente.
Além de lucrativa, a Caixa tem uma função que vai além do resultado financeiro. É o principal agente de políticas públicas como habitação, financiamento para infraestrutura e programas sociais, alcançando milhões de brasileiros. Por isso, também deve valorizar quem sustenta diariamente seu funcionamento.
Fonte : Movimento Sindical