A Caixa dá mais uma demonstração de desrespeito aos empregados ao tentar atropelar as negociações da campanha salarial. Enquanto temas que envolvem diretamente a carreira, a remuneração e o futuro das funções de caixa e tesoureiro estão sendo discutidos com a representação dos trabalhadores, o banco abre uma consulta para que empregados manifestem interesse em migrar de função.
A iniciativa, além de inoportuna, é uma tentativa de avançar com decisões fora da mesa de negociação, enfraquecendo o diálogo com os trabalhadores e desrespeitando a CEE (Comissão Executiva dos Empregados).
Diante do cenário, os Sindicatos, orientam aos empregados que receberam a consulta não preencher formulários, assinar documentos ou manifestar interesse na migração neste momento. O entendimento de todo movimento sindical de que todos devem aguardar a negociação com a Caixa, marcada para esta sexta-feira (14/08) e os esclarecimentos da representação dos trabalhadores.
Importante destacar que a consulta envolve empregados que exercem as funções de caixa e tesoureiro e aponta para a possibilidade de participação em processos seletivos para atuação como Assistente de Varejo nas plataformas de atendimento digital da Caixa. A iniciativa, no entanto, ocorre justamente em um momento em que temas como PFG (Plano de Funções Gratificadas), PCS (Plano de Cargos e Salários), processos seletivos internos e a situação de caixas e tesoureiros estão sendo discutidos com a representação dos trabalhadores.
É aceitável que uma mudança com possíveis impactos sobre carreira, remuneração e condições de trabalho seja colocada em andamento sem que as regras e consequências tenham sido previamente discutidas na mesa de negociação.
Além disso, a forma como a Caixa conduziu a consulta é mais um episódio de atropelo da negociação coletiva. A empresa chegou a estabelecer prazo para que os empregados manifestassem interesse, criando pressão para uma decisão antes que a representação dos trabalhadores tivesse acesso às informações necessárias para avaliar a proposta. Após questionamentos da CEE/Caixa, o banco prorrogou o prazo para manifestação até 20 de agosto.
A Caixa não pode colocar os empregados diante de uma decisão que impacta diretamente a carreira e a remuneração enquanto o próprio tema ainda está em discussão na mesa de negociação. Portanto, ninguém deve manifestar interesse neste momento. É fundamental que o banco apresente todas as informações, esclareça as consequências da mudança e respeite a representação dos empregados.
Fonte: Movimento Sindical