O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado (18) que, caso seja eleito, pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil, destinando os recursos obtidos com a venda das estatais para investimentos em infraestrutura em todo o país. A declaração foi feita durante o 10º Encontro Nacional do partido, realizado em São Paulo.
Ao apresentar o que classificou como a terceira missão de um eventual governo, Zema afirmou que a privatização das empresas públicas seria um dos pilares de sua estratégia econômica.
“Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não é para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias, portos pelo país inteiro. Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta a sua riqueza como um país atrasado”, declarou.
Segundo o governador de Minas Gerais, a proposta faz parte de um plano voltado para “virar a chave do crescimento e da prosperidade”. De acordo com Zema, seu objetivo seria reduzir os gastos públicos, diminuir a dívida do país e criar condições para a redução das taxas de juros como forma de impulsionar a economia.
Declarações sobre cotas e educação
Zema também direcionou críticas às políticas de cotas e ao que chamou de “doutrinação progressista nas escolas”. Em sua fala, afirmou:
“O Brasil não aguenta mais 4 anos de políticas de cotas que enxergam primeiro a cor da pele e só depois a cor das pessoas. De doutrinação progressista nas escolas. De um governo que reduz a nossa família cristã a uma caricatura do atraso e da ignorância.”
Propostas para segurança pública
Na área da segurança pública, o pré-candidato apresentou um conjunto de medidas voltadas ao combate ao crime organizado. Entre elas, defendeu que facções criminosas passem a ser classificadas como organizações terroristas.
Além disso, afirmou que pretende utilizar as Forças Armadas em ações para retomada de territórios dominados por organizações criminosas e estabelecer pena mínima de 25 anos para crimes praticados por integrantes dessas facções.
Ataques ao STF
Zema também voltou a fazer críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Durante o evento, afirmou que pretende trabalhar para formar maioria no Senado com o objetivo de aprovar um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes.
O pré-candidato ainda defendeu mudanças na estrutura do Judiciário, entre elas o fim das decisões monocráticas no STF, a extinção do foro privilegiado e a proibição de que parentes de ministros atuem como advogados perante os tribunais em que esses magistrados exercem suas funções.
Fonte: Brasil247