Na tarde do ultimo sábado (7), foi realizado na sede do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região um debate sobre os impactos econômicos e sociais do fechamento de agências bancárias de Ponte Nova e Urucânia.
A atividade foi uma iniciativa do Sindicato e contou com a presença de colegas bancários e bancárias, clientes e políticos que tiveram a oportunidade de debater sobre o tema com o objetivo de construir propostas para enfrentar os efeitos do fechamento das agências bancárias não só da nossa região, mas também no Estado e no país.
A atividade foi coordenada pelo presidente do Sindicato, José Carlos Barbosa Silva e contou com a presença do deputado Federal Padre João, que é natural de Urucânia.
Dirigentes refletem sobre como reduzir o impacto do fechamento de agências
O Presidente do Sindicato, José Carlos lembrou que o fechamento das agencias de Ponte Nova e Urucânia não se justificam, pois “nenhuma das agências bancárias (Ponte Nova e Urucânia) tiveram prejuízos nos últimos anos”. Ressaltou ainda que tal fechamento causará um transtorno para os funcionários que terão que se locomover para Viçosa.
José Carlos destacou a necessidade de debater com a comunidade local para mostrar a importância da ação de cidadania junto ao poder público e que não serão medidos esforços para reverter essa posição do banco.
O dirigente ainda ressaltou que “o lucro do sistema financeiro no ano passado ultrapassou os 255 bilhões. Essa semana, o Itaú e o Bradesco apresentaram seus resultados do semestre, representando mais de 30 bilhões de lucro apenas nos primeiros 6 meses deste ano. E, ao mesmo tempo, fecham agências, eliminam empregos e reduzem o acesso da população aos serviços financeiros. Nos últimos 10 anos, o Brasil perdeu mais de 1/3 das suas agências bancárias e quase mais da metade dos municípios brasileiros não têm, hoje, agência e atendimento presencial. E os bancos têm justificado este movimento pelo processo de digitalização e pela mudança de comportamento dos clientes.”
O Padre João complementou: “Fica a pergunta: essa mudança é uma escolha da população ou uma imposição dos próprios bancos, que reduziram o atendimento presencial e obrigaram os clientes a utilizar esses aplicativos? Não negamos a importância da tecnologia, mas sabemos que ela tem aumentado muito o número de fraudes. Então aquele que só tem acesso à sua conta bancária através dos aplicativos é aquele que tá mais propenso a levar um golpe. Quando o atendimento é presencial, esse risco diminui bastante”.
Os encaminhamentos
O diretor do Sindicato Horacio Vasconcelos ressaltou a importância de construir um projeto de lei que garanta algumas exigências que façam com que os bancos não possam tomar as atitudes que têm tomado a seu bel-prazer. Salientou que o Legislativo tem papel fundamental nesse sentido. O dirigente entregou ao Deputado copias de dois Projetos de Leis que exigem que os bancos prestem serviço de qualidade para a população. Os Projetos são o PL nº 548/2026 do Deputado Estadual de São Paulo, Luis Marcolino, e o PL nº 5.456/2025 da Senadora Eliziane Gama (PSD/MA), no Senado Federal
O Padre João se prontificou a seguir o tramite do projeto que já está no Senado Federal e juntamento com o Deputado Estadual (MG) Leleco Pimentel, elaborar um Projeto de Lei específico a ser apresentado para debate na casa legislativa mineira.
O diretor Cesar Reis (Mercantil -PN) lembrou que o Sindicato já encaminhou, para o vereador de Ponte Nova Wagner Gomides, um pedido para que a Câmara Municipal emita uma Moção de Repudio ao banco Itaú e faça também uma Audiência Pública.
O mesmo pedido está sendo feito na Câmara de Urucânia através do vereador Lucas Macedo.
Fonte: SBPNR


