Empregados rejeitam proposta da Caixa e continuam em greve

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Forte participação dos empregados na assembleia e na greve e recado claro no resultado mostram que os bancários não aceitaram a pressão da Caixa e nem a proposta muito abaixo das expectativas e necessidades dos trabalhadores

 

Em uma votação virtual,  que se iniciou às 18hs do dia 12/09 e terminou às 10 hs desta segunda-feira (14), empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal da base do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região mantiveram a posição de rejeitar a proposta da direção da empresa e continuar a greve por tempo indeterminado.

Os trabalhadores deram um recado claro e uma resposta firme à intransigência da direção do banco: querem uma proposta digna, especialmente no que se refere ao Saúde Caixa, mas também em relação a outros itens de reivindicações.

 

Os números da assembleia 

A assembleia teve participação de 86 economiários. Entre os votantes, 93,02% (80) decidiram pela continuidade da greve, enquanto 6,98 % (6 votos) defenderam a aprovação da última proposta apresentada pela Caixa na mesa de negociação.

Nesta segunda-feira às 10h, o  departamento jurídico do Sindicato realizou uma live para prestar esclarecimentos sobre a proposta do banco, bem como sobre a possibilidade de ajuizamento de dissídio por parte da empresa.

Avaliação do resultado 

O presidente do Sindicato, José Carlos Barbosa Silva, destacou que o movimento sindical bancário sempre defendeu e continuará defendendo que o melhor caminho é o da negociação livre e direta.

O presidente também destacou a forte participação dos bancários tanto na live quanto na adesão ao movimento grevista.

O que defendem os empregados

A pauta de reivindicações dos trabalhadores da Caixa prevê o fim do teto de 6,5% sobre a folha de pagamento da empresa e a retomada do modelo de custeio de 70% de responsabilidade do banco e 30% dos bancários, além de um aporte urgente para garantir a sustentabilidade do plano.

A direção da Caixa apresentou uma proposta que considera definitiva, inclusive com a ameaça de levar a decisão para dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), medida que não costuma ser favorável aos interesses da classe trabalhadora.

A luta continua. A manutenção da mobilização dos empregados é fundamental para pressionar a direção da Caixa a avançar nas negociações e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria, especialmente em relação à sustentabilidade e à qualidade do Saúde Caixa.

Fonte : SBPNR

 

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