A vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25/10), com 51,79% dos votos válidos, representa, para o movimento sindical e para os trabalhadores, um alívio diante das ameaças aos direitos, especialmente dos bancários. A derrota de Flávio Bolsonaro afasta a possibilidade imediata de implementação de uma agenda de privatizações e de mudanças trabalhistas que poderia comprometer conquistas históricas da categoria.
O risco era real. Em fevereiro, Flávio declarou que pretendia privatizar 95% das estatais. A proposta colocou em alerta os empregados do Banco do Brasil, Caixa e BNB. Embora tenha negado, na reta final da campanha, a intenção de vender BB e Caixa, sua equipe econômica apontava o contrário.
A memória do governo Jair Bolsonaro também pesa. Em 2019, a MP 905 abriu caminho para ampliar a jornada dos bancários e permitir o trabalho aos sábados. A resistência do movimento sindical foi fundamental para preservar direitos. Agora, a continuidade da política de valorização do salário mínimo, com ganhos acima da inflação e reflexos nas aposentadorias, mantém espaço para avanços na renda e nas negociações salariais.
A eleição também colocou em disputa o papel do Estado no desenvolvimento nacional, a soberania brasileira e a preservação das políticas públicas. Sob Lula, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, resultado de políticas de combate à pobreza e à insegurança alimentar.
Mas a vitória nas urnas não encerra os desafios. A defesa dos bancos públicos, dos direitos trabalhistas, da distribuição de renda e do patrimônio nacional continua exigindo organização e mobilização nas ruas e nas redes, assim como foi na campanha eleitoral.
Fonte: Movimento Sindical