NONA RODADA: Nesta segunda-feira Contec e Fenaban voltam a negociar cláusulas econômicas

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PARALISAÇÃO DEU RESPOSTA CONCRETA PARA OS BANCOS
O Movimento Sindical, avalia que a paralisação de 24 horas, realizada ontem (20) em todo Brasil, foi uma resposta concreta à proposta dos bancos, apresentada semana passada e que foi rejeitada na mesa pela Contec, ainda que a paralisação foi também uma demonstração da unidade da categoria bancária num momento de “intransigência dos banqueiros.

A proposta dos bancos – retirada após pressão do movimento sindical bancário – previa percentuais diferentes de reajuste de acordo com a faixa salarial, dividindo a categoria em grupos distintos para a aplicação da correção, além de manter o piso sem reajuste. O modelo representava um retrocesso justamente em um momento em que a pauta dos bancários busca não apenas a recomposição das perdas inflacionárias, mas também valorização salarial e recuperação do poder de compra.

O movimento sindical aponta ainda que os banqueiros estão bastante reticentes em atender às reivindicações por reajuste salarial e nas demais remunerações (como PLR, vales-refeição e alimentação), acima da inflação, além de melhorias no piso e criação de um piso para os trabalhadores de Tecnologia da Informação (TI), área que mais tem crescido dentro dos bancos.

Em 2025, o setor financeiro nacional registrou lucro líquido de R$ 171 bilhões, sendo R$ 124 bilhões só dos cinco maiores bancos, que concentram a maior parte desse mercado. Mesmo nos anos recentes, durante a pandemia e pós-pandemia, em que outros setores sofreram com impactos internos e externos, os bancos continuaram com um bom desempenho e em segurança. Ainda assim, estamos chegando próximo ao fim da data base (31 de agosto), quando a CCT precisará ser renovada, sem nenhuma sinalização da Fenaban de qual será o reajuste para a categoria, diz o movimento sindical.

Se de um lado, na mesa de negociação com os trabalhadores, os banqueiros enrolam para apresentar um índice, do outro, a remuneração média para os altos executivos dos três maiores bancos privados do País para 2026 já está prevista e será de R$ 12,5 milhões – um valor 120 vezes superior à remuneração média anual de um escriturário (somando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR), cita o movimento sindical.

A categoria bancária reivindica do ponto de vista econômico, o piso da categoria de acordo com Dieese de R$ 9.990,00, a valorização da PLR com o reajuste do INPC mais 5% de aumento real, valorização de VR e VA, o não fechamento de mais agencias e manutenção dos empregos.

Fonte: Movimento Sindical

 

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