A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ameaçou acabar com a mesa única, retirar todas as cláusulas de saúde já conquistadas na CCT e se recusou a debater saídas para o endividamento da categoria.
Ocorreu uma negociação muito ruim, que não andou, porque a Fenaban não quis negociar. Iniciou o encontro ameaçando a manutenção da mesa única, com a tentativa de separar os bancos públicos dos privados. O Movimento Sindical não aceitará em hipótese alguma, a separação das mesas.
A Fenaban propôs encerrar logo a campanha nacional e adiantar o pagamento da PLR como forma de reduzir o endividamento da categoria.
Sobre saúde e condições de trabalho, o movimento sindical apresentou as seguintes reivindicações:
1 – Fim das metas abusivas.
2 – Combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico.
3 – Limites à vigilância digital e ao controle por algoritmos.
4 – Serviços médicos que acolham os trabalhadores adoecidos.
5 – Nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento.
6 – Prevenção de riscos psicossociais — implementação da NR-1 e da NR-17.
Depois desta apresentação pelo Movimento Sindical, a Fenaban travou a mesa com falsas polêmicas e ameaçando retirar todas as cláusulas de saúde já conquistadas na CCT.
A negociação sobre saúde vai continuar no próximo dia 30 de julho.
É preciso que todos os bancários participem e mostrem a insatisfação com as cobranças, as metas abusivas e o adoecimento da categoria. Os bancários querem respostas concretas, respeito e pagamento correto pelo trabalho e pelo lucro que produzem.
Fonte: Movimento Sindical