Trabuco defende reforma da Previdência

Trabuco defende reforma da Previdência

O presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi (foto), defendeu nesta segunda-feira, 11, uma reforma do “estado de bem-estar social brasileiro” que envolva a reforma da Previdência.

“Essa reforma do modelo social da Previdência precisa ser um processo que não para. Não deve ser tema de campanha eleitoral” Luiz Carlos Trabuco Cappi

“Como afirmou a secretária Débora Freire, os programas sociais merecem uma reconfiguração. Isso porque há vários programas sociais distintos. É preciso aglutiná-los para que possamos ter métricas adequadas e entender aquilo que cabe no orçamento”, afirmou Trabuco, referindo-se às declarações da secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda também presente na conferência.

Trabuco afirmou que o “pacto das gerações” já não sustenta a previdência social no Brasil porque, “cada vez há menos trabalhadores com carteira profissional assinada e cada vez mais pessoas trabalhando como autônomas”. “O ‘pacto das gerações’ já não pode ser considerado cálculo atuarial. Aliás, os modelos previdenciários do mundo são do século 19”, disse.

O presidente do conselho do Bradesco afirmou que considera o modelo social brasileiro adequado. Disse que o Sistema Único de Saúde é algo precioso por ser capaz de atender 100% das pessoas que não estão cobertas pela saúde privada. “O sistema de saúde é algo muito importante. Mas os programas de renda merecem esse redesenho”, disse.

Sobre a reforma tributária em curso, o presidente do conselho do Bradesco afirmou que há grande expectativa do setor privado. “Agora estamos na fase da implementação da reforma tributária. Há uma grande expectativa, principalmente, no setor industrial. Porque o formato tributário no Brasil penalizou, ao longo doa anos, a indústria”, disse Trabuco.

Juros ‘proibitivos’
Trabuco alertou para a necessidade de as políticas monetária e fiscal andarem na mesma direção. “Se o País não for capaz de fazer o alinhamento da política fiscal e da política monetária, teremos a necessidade de taxas de juros altas”, afirmou.

O presidente do conselho do Bradesco afirmou que uma taxa de juros real (descontada a inflação) de 10% é proibitiva. “É proibitiva para as empresas, para as pessoas, para o Tesouro Nacional”, disse Trabuco.

"Se o País não for capaz de fazer o alinhamento da política fiscal e da política monetária, teremos a necessidade de taxas de juros altas"

Luiz Carlos Trabuco Cappim

Fonte: Estadão

 

 

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