Maioria das greves para defender direitos

Maioria das greves para defender direitos

Depois do esfacelamento dos direitos e da flexibilização das normas do trabalho, sobretudo após a reforma trabalhista, aprovada em 2017, os sindicatos e as diversas categorias tiveram de fazer greves com caráter defensivo. No primeiro semestre deste ano, 56% dos movimentos paredistas foram para evitar a perda de conquistas. 


Pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) expõe ainda que ocorreram 451 greves no período, a maioria (55%) encabeçada pelos servidores públicos. Ao todo, foram 18 mil horas de paralisação. 


Os reajustes salariais (43%) e a melhoria nas condições de trabalho (33%) lideraram as reivindicações. Depois surgem as questões relacionadas ao investimento e melhor administração dos serviços públicos (24%).


No caso da categoria bancária, graças à força da organização sindical e da mobilização dos trabalhadores, na última campanha salarial foi possível garantir reajuste de 4,64%, superior à inflação, assegurando aumento real para 2024 e 2025, além de outras conquistas. 

 

Fonte: Movimento Sindical

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