Foi dada a largada para a Campanha Salarial da categoria Bancária

Está sendo realizado esta semana o Encontro dos Dirigentes Sindicais, que reúne os sindicatos filiados à Federação dos Bancários de MG/GO/TO/DF. O Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região está sendo representado pelo seu presidente, Sr. José Carlos Barbosa Silva, funcionário do Bradesco; pela Secretária Geral, Sra. Valéria Ferreira de Oliveira, funcionária do Banco do Brasil e pelo diretor de Finanças, Sr. Cezar Augusto Reis, funcionário do Mercantil do Brasil.
Durante esta semana, os dirigentes sindicais debaterão as reivindicações e os desafios que serão levados para o Encontro Nacional dos Bancários, que será realizado em junho em São Paulo, ocasião onde será elaborada a Minuta de Reivindicações da Categoria.
Os Desafios da Categoria
A Campanha Salarial deste ano apresenta enormes desafios para a categoria e para aqueles que se sentarão à mesa de negociação. Entre as questões que precisam ser debatidas e questionadas junto aos banqueiros , destacam-se:
- Fechamento de agências e demissões em massa;
- Metas inalcançáveis, assédio moral e o consequente adoecimento dos trabalhadores;
- Os impactos das novas tecnologias no cotidiano bancário;
- A recuperação do poder aquisitivo, reconhecimento profissional e valorização da categoria;
- A alteração e atualização da forma de calcular e pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
- A exigência de mais contratações de mão de obra.
Um ponto importantíssimo é assegurar uma minuta de reivindicações que priorize as demandas mais urgentes da categoria. Para o sucesso das negociações, é indispensável que as confederações, em acordo com seus sindicatos filiados, definam um cronograma rígido para a campanha salarial e defendam, junto à Fenaban, um calendário de negociações que se inicie já em julho. Além disso, assegurar a volta do Termo de Garantia da Data-Base assinado entre as partes é crucial para que o processo ocorra sem atropelos.
É preciso ressaltar, também, que as confederações precisam rediscutir o modelo de negociação adotado desde 2018. É inegável que realizar negociações salariais de dois em dois anos — onde tudo acaba girando em torno do calendário das eleições legislativas — tem causado prejuízos à categoria, além de enfraquecer e prejudicar o processo de mobilização dos trabalhadores.
Para Além do "INPC + 1%"
A Campanha Salarial deste ano não pode se limitar a uma discussão sobre conceder apenas o INPC + 1% de aumento real. É fundamental debater a corrosão do salário dos bancários nas últimas décadas.
Mais do que discutir a divisão justa dos lucros, é chegada a hora de confrontar os banqueiros sobre a responsabilidade social do setor com a população. É inadmissível que bancos que registraram lucros bilionários no ano passado simplesmente fechem agências em municípios onde a população local dependia crucialmente daquele serviço.
Os banqueiros não mandam flores! Cabe à nossa categoria lutar, se mobilizar e construir a sua própria primavera.
Fonte: SBPNR





