Falta engajamento contra o trabalho escravo

Atualmente, mais de 50 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado ao redor do mundo. O dado surpreende porque a maioria dos países ratificou as convenções 29 e 105 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ambas de combate ao trabalho escravo.
Infelizmente, a realidade preocupa e faltam ações para barrar o crime, que obriga as pessoas trabalharem em condições desumanas. Somente 33% ou um terço das empresas consideram prioridade monitorar a condição. As com receitas superiores a US$ 5 bilhões são mais proativas, pois 65% mapearam as cadeias de suprimento em diferentes graus.
Pesquisa global da consultoria PwC apontou ainda que no Brasil 27% das empresas concluíram ou estão em processo de avaliar os riscos de trabalho análogo à escravidão. O número de empresas que não consideram a questão importante é de 35%, comparado a 26% na média global. Alto.
Além da falta de legislação para coibir o problema, o país sofreu com o sucateamento do Ministério do Trabalho nos governos Temer e Bolsonaro, o que acarretou na escassez de fiscalização. No entanto, com a retomada da democracia social, houve o resgate de 3.190 pessoas do trabalho análogo à escravidão em 2023. O governo Lula fiscalizou 598 estabelecimentos urbanos e rurais, possibilitando o pagamento de R$ 12.877.721,82 em verbas salariais e rescisórias aos trabalhadores resgatados pela fiscalização.
Fonte: Movimento Sindical