Empresas fogem da gestão de riscos psicossociais

Empresas fogem da gestão de riscos psicossociais

Diante do alarmante índice de adoecimento ligado ao trabalho, foram mais de 546 mil afastamentos por saúde mental ano passado, é problemático o atraso das empresas em consolidar as práticas de prevenção a riscos psicossociais. 
 

A pesquisa “Ambientes Seguros e Saudáveis”, do Instituto Livre de Assédio, revela que em uma escala de 1 a 5, com 5 representando o maior nível de maturidade, 37% das organizações se autoavaliaram no nível 3.
 

Do total, 23% atribuíram nota 2 e 14% nota 1. Nos níveis mais avançados, 20% indicaram nota 4 e somente 6% chegaram ao nível 5. 
 

De acordo com o levantamento, enquanto iniciativas direcionadas ao assédio moral e discriminação têm maior presença formal nas empresas, as políticas ligadas a estresse, sobrecarga de trabalho e saúde mental estão menos presentes.
 

Pautas com histórico jurídico e regulatório mais longo acabam por estarem mais institucionalizadas, o que comprova quer as organizações só agem quando são obrigadas, já fatores relacionados à organização do trabalho e ao equilíbrio emocional não têm a atenção devida.  
 

O debate, inclusive, ganhou mais corpo com a NR-1, que exige a identificação, avaliação e controle de fatores que possam atingir a saúde do trabalhador. A Norma Regulamentadora nº 1 entra em vigor em maio e a lentidão das organizações dá a dimensão do desprezo pela saúde do trabalhador, que é tratado, de modo geral, como uma máquina que tem obrigação de produzir a qualquer custo. 

 

Fonte: Movimento Sindical

Compartilhe: