Com juros altos, nível de calote dispara

O Brasil continua refém da política monetária predatória do Banco Central. A Selic em nível elevado, em 15%, trava a economia, atrapalha o setor produtivo, eleva o custo do crédito e aumenta o endividamento.
A inadimplência de brasileiros e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres subiu para 5,5% em janeiro. É o índice mais elevado desde agosto de 2017, segundo o BC. Apesar dos protestos dos movimentos sociais, o Copom manteve a Selic no maior patamar desde julho de 2006.
Com juros tão altos, os cidadãos ficam temerosos em pedir dinheiro aos bancos, já que não sabem se terão condições de pagar. A concessão de empréstimos caiu 18,9% em janeiro em relação a dezembro. Desta forma, o estoque de crédito do sistema financeiro teve recuo de 0,2%, para R$ 7,116 trilhões.
No caso das operações com recursos livres, as novas concessões reduziram 17,2% no mês. Já nos financiamentos com recursos direcionados, a diminuição foi de 32,9%.
Os juros cobrados pelos bancos no crédito livre ficaram em 47,8% ao ano, crescimento de 1,2 ponto percentual na comparação com o mês anterior. Os dados comprovam uma servidão ao rentismo, em detrimento da população e do crescimento do Brasil.
Fonte: Movimento Sindical





