Brasil gera saldo de 613,4 mil empregos formais no 1º trimestre do ano, aponta Caged

Brasil gera saldo de 613,4 mil empregos formais no 1º trimestre do ano, aponta Caged

De janeiro a março de 2026, foram gerados 613.373 novos postos de trabalho no País, valor 9,1% menor que o resultado do mesmo período de 2025, quando o saldo acumulado foi de 675.119. É o menor saldo de empregos formais para o primeiro trimestre de um ano desde 2023, quando o saldo foi de 537.605.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No acumulado do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O único setor que registrou saldo negativo foi o comércio, que fechou 19.525 postos formais de trabalho.

O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com saldo de 382.229 postos formais de trabalho. A construção gerou 120.547 postos formais de trabalho, a indústria apresentou saldo de 115.310 postos e a agropecuária teve saldo positivo de 14.752 postos.

No acumulado dos últimos 12 meses (de abril de 2025 a março de 2026), o saldo é de 1.211.455 vagas, menor que o do período de abril de 2024 a março de 2025, quando o saldo era de 1.627.326.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta quarta-feira que foram gerados 7,2 milhões de empregos formais no País de janeiro de 2023 até o primeiro trimestre de 2026.

Segundo a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, do total acumulado, 5.021.186 são celetistas do Caged e 2.162.339 são vagas no setor público.

Marinho explicou que, no ano passado, fevereiro teve a maior geração de empregos que o mesmo mês de outros anos recentes porque em 2025 o Carnaval foi em março. Ele usou esse argumento também para explicar a diferença entre o saldo de empregos em março de 2026 (228.208) e o de março de 2025 (79.994), já que março deste ano teve mais dias úteis.

O ministro ainda sustentou que em 2026 a geração de empregos no País entrou em decréscimo, em razão dos juros muito altos, o que interfere no ritmo do primeiro trimestre do ano.

Fonte: Estadão

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