Bancários do Itaú votam ACT no dia 22

Bancários do Itaú votam ACT no dia 22

O acordo, negociado nacionalmente e com validade até 31 de dezembro de 2026, trata registro de ponto eletrônico, banco de horas, quitação das anotações de ponto, teletrabalho, bolsa educação, além de medidas voltadas ao acolhimento e à proteção da saúde dos trabalhadores.

 
 

O ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) do Itaú será objeto de apreciação dos funcionários, durante assembleia, na quinta-feira (22/01), das 18h, na sede di Sindicato.


O acordo, negociado nacionalmente e com validade até 31 de dezembro de 2026, trata do registro de ponto eletrônico, banco de horas, quitação das anotações de ponto, teletrabalho, bolsa educação, além de medidas voltadas ao acolhimento e à proteção da saúde dos trabalhadores.


O documento também avança ao incorporar o debate sobre a ética no uso da tecnologia nas relações de trabalho, reconhecendo os impactos da digitalização e da inteligência artificial sobre as rotinas, a organização do trabalho e a saúde dos bancários.
Outro destaque é a criação de uma mesa bipartite permanente, que reunirá representantes dos trabalhadores e do banco para discutir processos de reestruturação e fechamento de agências. É preciso assegurar um canal contínuo de diálogo sobre decisões que afetam o emprego, as condições de trabalho e o atendimento à população.

Banco apresenta proposta de reajuste da Bolsa Educação para 2026

O Itaú informou que analisou as reivindicações com apoio de áreas internas (jurídico e finanças) e apresentou sua proposta econômica, com base no INPC do período de dezembro/2024 a novembro/2025 (4,18%), acrescido de 1% de aumento real, resultando em reajuste total de 5,22%.

Com isso, os valores propostos para 2026 são:
Bolsa Auxílio Educação: de R$ 600,00 para R$ 631,32;
Ajuda de custo do teletrabalho/home office: de R$ 109,43 para R$ 115,14.

O banco também explicou o cronograma operacional do programa de bolsas, apontando que, para garantir a viabilidade do pagamento, é necessário que as entidades realizem assembleias até 13 de janeiro, com retorno ao banco entre 14 e 15 de janeiro, permitindo parametrizações e prazo para inscrições. O Itaú informou que, mesmo com o reembolso previsto para ocorrer a partir de março, o pagamento será retroativo (incluindo janeiro e fevereiro), alertando que atrasos poderiam empurrar o calendário e prejudicar os empregados.

Ajustes no teletrabalho e cláusula inédita sobre monitoramento

Entre os principais pontos debatidos, o banco sinalizou que realizou ajustes na redação do teletrabalho e afirmou estar finalizando uma minuta com regras de monitoramento, tema que ganhou relevância após episódios recentes envolvendo desligamentos relacionados ao ponto eletrônico. Representantes do Itaú classificaram a proposta como cláusula inédita no sistema financeiro, destacando que a iniciativa busca dar mais segurança e transparência sobre práticas de acompanhamento e vigilância digital no trabalho.

Sindicato volta a questionar “validação do ponto”

Um dos debates centrais voltou a ser a exigência de validação do ponto eletrônico pelo sindicato, considerada por representantes sindicais como um entrave para adesão em algumas bases, especialmente no interior de Minas Gerais. Dirigentes alertaram para dificuldades operacionais e para o risco de a regra recair sobre o sindicato sem que haja efetivo controle da jornada.

O banco NÂO abre mão dessa questão.

Bolsas: manutenção e possível ampliação com novas adesões

Quanto ao número de bolsas, o Itaú informou que mantém o volume praticado atualmente — citado na reunião como 5.500 bolsas (com divisão entre empresas não bancárias e bancárias e reserva para PCD), e explicou que eventuais ampliações ocorreriam sem retirar bolsas já distribuídas, caso novas federações/sindicatos que não aderiram anteriormente passem a integrar o acordo dentro do prazo estabelecido. A dinâmica, segundo o banco, busca preservar a distribuição vigente e recompor quantitativos com base em histórico de utilização.

 

Bancária(o): sua participação é fundamental para assegurar a decisão coletiva e fortalecer a defesa dos nossos direitos. Vamos à luta” 

Fonte: SBPNR

Compartilhe: