Junto com o fechamento de agências, os bancos também ampliam as demissões. O quadro de pessoal das cinco maiores organizações financeiras caiu de 433.015 para 384.049 entre 2015 e 2025. São 48.966 postos de trabalho a menos.
Mais recentemente (janeiro de 2025 e maio de 2026), outros 15,3 mil empregos desapareceram. Os cortes afetam diretamente quem utiliza os serviços. Com equipes menores, o atendimento fica mais demorado, as filas aumentam e os bancários ficam cada vez mais sobrecarregados diante do alto volume de clientes.
O resultado é sentido por todos: menos tempo para atender com qualidade, mais dificuldade para resolver problemas e maior pressão para que operações sejam feitas exclusivamente pelos canais digitais.
O cliente sente na prática:
- filas maiores;
- demora no atendimento;
- menos orientação presencial;
- mais dificuldade para resolver casos complexos.
Lucro recorde, serviço escasso
Enquanto reduzem agências e o quadro de pessoal, os grandes bancos registram lucros recordes ano após ano. No ano passado, o resultado dos cinco maiores passou dos R$ 124 bilhões. Mas, o investimento é destinado para tecnologia e ampliação dos canais digitais.
Fonte: Movimento Sindical