Vote em quem pode lutar por direitos sociais e trabalhistas

Reforçar a bancada dos trabalhadores é essencial para a reconstrução do país. O trabalhador tem um minuto para votar e 4 anos de consequência se fizer uma má escolha.

Depois de seis anos perdendo direitos conquistados com muita luta, enfrentar arrocho salarial e desemprego, a classe trabalhadora precisa votar consciente nas eleições deste ano para eleger brasileiros e brasileiras comprometidos com os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras.

E para se contrapor as bancadas parlamentares como a patronal, formada por 196 deputados federais e 38 senadores, que aprovaram propostas como a reforma Trabalhista, que acabou com mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e a previdenciária, que acabou com o sonho de aposentadoria de milhões de trabalhadores, o trabalhador tem que escolher candidatos para cargos de deputado federal, estadual e senador que estejam do seu lado

Voto livre e democrático

A Constituição de 1988 rege, em seu artigo 14° que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, ou seja, cada cidadão e cada cidadã tem o direito de escolher os candidatos de acordo com sua vontade própria.

Cabe à representação dos trabalhadores, também de forma democrática, a orientação sobre quais candidatos cada brasileiro trabalhador tem à sua disposição, que estejam alinhados aos seus interesses. Por isso eleitor, trabalhador, deve observar o histórico dos candidatos e atentar principalmente como os candidatos a reeleição votaram em projetos de leis que beneficiam ou prejudicam os interesses dos trabalhadores.

Espaços de poder

O Congresso Nacional, Senado e as Assembleias Legislativas são os espaços de poder de onde a maior parte das leis que regem a vida de cada brasileiro é pensada, debatida e aprovada (ou não). Por isso, as escolhas conscientes devem, além de passar pela liderança maior do país – o presidente da República – pelos parlamentares.

Esses espaços – Congresso Nacional, Assembleias estaduais, bem como as Câmaras de vereadores – fazem parte da organização da classe trabalhadora.

A organização da classe trabalhadora não se dá somente nos locais de trabalho e sindicatos, mas também nos espaços políticos de poder, por isso, a consciência na hora do voto é que vai definir os rumos das lutas da classe trabalhadora.

O Congresso Nacional, Senado e as Assembleias Legislativas são os espaços de poder de onde a maior parte das leis que regem a vida de cada lutas da classe trabalhadora.

Alerta sobre o voto

O eleitor (trabalhador) não deve eleger candidatos a deputados, federais e estaduais que, em sua maioria, pensem diferente do presidente ou do governador que ele, eleitor, escolher.

Com uma composição coerente, obtém-se bancadas que dão sustentação às políticas progressistas, ou seja, tenham foco nas pautas dos trabalhadores. Daí a importância em conhecer as plataformas e propostas apresentadas pelos candidatos.

Muitas vezes a classe trabalhadora acaba fazendo a escolha de representantes que não têm interesse em resolver seus problemas, lutar e garantir seus direitos. O empresário tem outra opinião sobre como deve ser, por exemplo, o contrato de trabalho, em geral sem direitos, um latifundiário entende direitos trabalhistas dos rurais de outra forma, que não é a defendida pelo movimento sindical, ou seja, os interesses deles, na grande maioria das vezes, não vai de encontro aos dos trabalhadores.

Representação dos trabalhadores

Eleger candidatos comprometidos com os interesses dos trabalhadores significa não somente a garantia de direitos trabalhistas, mas acesso a políticas públicas de proteção social bem como diretrizes que estabeleçam os rumos da economia e consequentemente do desenvolvimento do país. O reflexo se dá no dia a dia da classe trabalhadora, com emprego, renda, qualidade de vida, saúde, educação, segurança, etc.

Recuperando o estrago até aqui

Se o trabalhador eleger comprometidos com seus interesses ,  no próximo mandato – os próximos quatro anos –, terão o papel de reconstruir o Brasil não só barrando tentativas de retiradas de direitos por parte de bancadas conservadoras, mas também revertendo ‘estragos’ feitos ao longo dos últimos anos.

O Trabalhador precisa de uma bancada que consiga rever o que já foi feito, como a reforma Trabalhista, para que seja possivel construir uma legislação em que os trabalhadores tenham segurança no trabalho e que os anseios da classe sejam atendidos.

Por isso, é importante ter consciência na hora do voto, escolher candidatos que, de fato, representarão os trabalhadores.

Quem foi quem

Quem votou em projetos contra os trabalhadores? Quem ajudou a aprovar propostas que geraram retrocessos e retiradas de direitos? Quais foram os deputados e senadores que, de 2018 para cá, compactuam com as crises enfrentadas pelo país? Essas são algumas perguntas que o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) reponde por meio da plataforma “Quem Foi Quem no Congresso Nacional

Pela plataforma é possível pesquisar o nome do parlamentar com opções de estados, mandatos (em exercício ou anteriores), e por partidos. Ao consultar é exibida uma lista de pautas de relevância para a classe trabalhadora e como votaram os parlamentares nessas pautas.

O Sindicato dos Bancários de Ponte Nova e Região e outros Sindicatos de Trabalhadores da região compilaram em um Folder (baixe aqui) essas informações dos deputados mineiros,  que será distribuído aos trabalhadores da região.

Na pagina 2 busque pelo nome dos candidatos e compare como ele votou na Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista , Carteira Verde Amarela e em demais projetos que são prejudiciais aos trabalhadores (barra na lateral da tabela).

Quanto mais a barra for da cor marrom , pior é o deputado (candidato) para os interesses dos trabalhadores e quanto mais verde , melhor para os trabalhadores.

Ainda na tabela os deputados mais votados na região e que votaram CONTRA o trabalhador estão destacados na cor rosa.

Já na pagina 4 temos o comportamento dos Partidos politicos em que os MARRONS são os que mais votam CONTRA o trabalhador e os VERDES os que geralmente votam A FAVOR .

Seguindo a mesma linha temos na ainda pagina 4 o comportamento dos principais presidenciáveis e dos Senadores mineiros.

Bancada dos trabalhadores

Em 2018, os partidos aliados dos trabalhadores (esquerda) ,  mesmo em meio a uma campanha intensa de ataques pela mídia e pelos setores conservadores, conseguiu formar a maior bancada do Congresso, com poucos deputados. Mesmo assim, havia um outro – e principal – obstáculo para defender os trabalhadores, o presidente Jair Bolsonaro (PL), então eleito e que representava (e representa) a extrema direita no país, ideologia calcada no autoritarismo, que relega à classe trabalhadora um papel de submissão, o que representa a supressão de direitos, de igualdade, trabalho decente, falta de acesso a serviços públicos, etc.

Ainda assim, o PSL, hoje União Brasil, e então partido de Bolsonaro elegeu 52 deputados. Em 2014, o partido havia elegido apenas um. O resultado de um Congresso que teve composição de maioria conservadora foi sentido pela classe trabalhadora por meio de várias pautas que representaram retrocessos históricos como a reforma da Previdência que tornou o sonho da aposentadoria em uma meta quase impossível de ser alcançada pelos trabalhadores.

Bancadas que não defendem os interesses dos trabalhadores

Apelidado de BBB, o conjunto das bancadas da bala, bíblia e do boi têm essas denominações por defenderem interesses armamentistas (bala), religiosos e fundamentalistas (bíblia) e do agronegócio (boi). São deputados e senadores de direita cujas agendas estão em sintonia com o conservadorismo e com a defesa de interesses contrários aos direitos da classe trabalhadora.

Bala: é a frente parlamentar composta por políticos que defendem o armamento da população, a flexibilização de leis relacionadas a armas e contra políticas desarmamentistas. O discurso desses parlamentares, em geral, é no sentido contrário aos direitos humanos com características de violência.

Boi (ou ruralista): atua em defesa dos interesses de proprietários de grandes latifúndios, contrários, por exemplo, à reforma agrária e a projetos de preservação do meio-ambiente

Bíblia (ou bancada evangélica):  baseada em pautas conservadoras, de costumes, como o conceito da ‘família tradicional’, devoção a Deus ‘acima de tudo’, inclusive de qualquer preceito democrático essencial à sociedade, a banda da bíblia, também conservadora, é de direita e contrária à diversidade, igualdade de gênero e opositora contumaz de pautas como a descriminalização do aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e do Estado Laico. A bancada se caracteriza pela perseguição a homossexuais, inclusive tratando como ‘doentes’ as pessoas LGBTQIA+. É favorável também aos conceitos de submissão das mulheres aos homens se opondo às pautas feministas.

No Congresso, porém, há outras bancadas como os grupos de deputados e senadores ligados ao sistema financeiro e ao setor empresarial, que igualmente não defendem interesses da população – a classe trabalhadora – e sim, dos grupos que financiaram suas campanhas eleitorais.

Patrão escolhe patrão. Trabalhador escolhe trabalhador.

Será um minuto para tomarmos a decisão do voto na urna e quatro anos de consequência de uma má escolha.

Mantenha-se informado acessando diariamente o site do Sindicato (www.bancariospnr.org.br) ou o app SBPNR.

Fonte: SBPNR