UGT pede a Ministério Público que investigue modelo de negócios do MCDonald’s.

McDonalds-grandeO Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo e Região (Sinthoresp) reforçou o pedido de abertura de inquérito para investigar o modelo de negócios do McDonald’s. Em petição enviada ao Ministério Público Federal, o sindicato adere formalmente à representação apresentada pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), no final de agosto, que solicita ao Procurador Regional da República uma rigorosa investigação sobre o comportamento fiscal, as atitudes frente à concorrência e o suposto desrespeito ao sistema de franquias brasileiro que estariam sendo praticados pelo McDonald´s no Brasil.

Outro impulso para que a investigação avance veio do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que enviou um ofício à procuradoria no qual solicita a aprovação rigorosa dos fatos e a abertura de uma investigação sobre o modelo de negócios que no Brasil parece não apenas descumprir a legislação trabalhista. Durante a audiência pública internacional realizada no senado no final de agosto para denunciar as más práticas do McDonald’s, o deputado expressou sua preocupação com o avanço da precarização do trabalho e prometeu somar esforços para apoiar uma futura abertura da CPI do trabalho escravo. Agora, o parlamentar pretende acompanhar de perto o desenvolvimento da investigação sobre o possível não recolhimento de impostos aos cofres públicos.

Na semana passada, uma associação de consumidores italianos acusou o McDonald’s de evasão fiscal e protocolou uma denúncia de fraude fiscal na receita federal italiana. A associação alegou que, durante 2009 e 2013, os lucros realizados pelo McDonald’s na Itália foram parar em Luxemburgo, resultando numa perda potencial de cerca de 224 milhões de euros. A Comissão Europeia anunciou uma revisão das práticas tributárias em maio, depois de a empresa ter sido acusada de não recolher mais de 1 bilhão de euros na Europa entre 2009 e 2013.

Fonte: Movimento Sindical

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