Sindicatos aderem à greve nacional da Petrobras

Funcionários pedem reajuste salarial de 18%; estatal ofereceu 8,11%. Sindicatos filiados à FUP aderiram ao movimento nacional no domingo.Petroleiros em greve 2015

Sindicatos de várias regiões aderiram à greve nacional dos funcionários da Petrobras. A greve foi iniciada na quinta-feira (29) por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No domingo (1), uniram-se ao movimento os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos.

Procurada pelo G1 nesta segunda-feira (2), a Petrobras afirmou que está avaliando os impactos das mobilizações dos sindicatos. “As equipes de contingência da empresa foram acionadas e estão operando em algumas unidades. Em alguns locais, estão ocorrendo bloqueios de acessos, cortes de rendição de turno e ocupação”, disse a estatal.

Ainda segundo a petroleira, a companhia “está tomando todas as medidas necessárias para manter a produção e o abastecimento do mercado, garantindo a segurança dos trabalhadores e das instalações”.

Em nota, a FNP informou que, aos poucos, os sindicatos que integram a FUP começaram à aderir, no domingo, ao movimento iniciado pelos sindipetros Litoral Paulista, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá. Ainda segundo o sindicato, a produção das unidades foi afetada.

A categoria pede reajuste salarial de 18%. Na véspera, foi rejeitada a nova proposta da Petrobras de reajuste de 8,11%. A paralisação também protesta contra o plano de venda de ativos da estatal e busca manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras da estatal.

Adesão da Fup
A greve da FUP, com seus 12 sindicatos, teve início no domingo, por tempo indeterminado, após não conseguirem acordo com a Petrobras para uma série de reivindicações. A FUP tem como afiliado o Sindipetro Norte Fluminense, que representa funcionários da Bacia de Campos, responsável por mais de 70% do petróleo produzido no Brasil.

Contrária ao plano de desinvestimentos na Petrobras, a FUP reivindica interrupção do processo de terceirização em curso na empresa e a retomada dos investimentos no país. “Os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos impactam o desenvolvimento do país e a soberania nacional”, disse.

Segundo a direção do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado), durante as negociações nesta manhã foi fechado um acordo com a gerência da Replan para a saída dos 70 operadores, que iniciaram o turno às 7h do domingo.

Fonte: G1

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