Sem avanços nas negociações com a Caixa Econômica

As quatro rodadas de negociação realizadas entre a Comissão de Empregados (CEE) e a Direção da Caixa foram marcadas por pouquíssimos avanços.

COMBATE AO ASSÉDIO
Na primeira mesa, que tratou do combate ao assédio moral e sexual, o banco se limitou a dizer que, a pedido da categoria, já está apurando eventuais abusos; anunciou a criação de um novo canal de denúncias (Diálogo Seguro); e a publicação de uma cartilha para o enfrentamento do assédio nos locais de trabalho. No mais, a Caixa prometeu inserir no ACT uma cláusula para inibir o assédio moral e sexual nas agências sem incluir, porém, a participação dos sindicatos no processo.

MAIS CONTRATAÇÕES
Na segunda mesa, o movimento sindical cobrou a contratação de mais bancários, tendo em vista que a Caixa possui um déficit de mais de 20 mil funcionários. Infelizmente, o banco anunciou que só convocará 500, resultado de uma determinação judicial. Na ocasião, a CEE exigiu, ainda, o fim da designação por minutos nas funções de caixa, tesoureiro e avaliador; bem como dos descomissionamentos sem critérios e da discriminação nos seletivos internos (PSIs) contra os bancários do REG Replan Não Saldado.

GDP E JORNADA DE 4 DIAS
Em relação ao GDP, a Comissão dos Empregados quer definir os critérios de avaliação de desempenho, de modo que esse programa não seja utilizado para assediar os funcionários. Por último, os bancários reivindicaram a redução da jornada de trabalho para 4 dias por semana sem perda da remuneração. Entretanto, em resposta, o banco se limitou a dizer que avaliará as reivindicações.

ADOECIMENTO E PCDs
Já na quarta mesa, a CEE cobrou o fim desse modelo de gestão baseado no assédio, que tem adoecido física e mentalmente os trabalhadores da Caixa. Em razão do ambiente tóxico no trabalho, muitos bancários têm sofrido com depressão, ansiedade, Burnout e pânico. Apesar dos dados alarmantes, a Caixa disse apenas que avaliará a possibilidade de retomar o GT de Saúde, além de melhorar as condições de trabalho dos PCDs.

SAÚDE CAIXA
Quanto ao Saúde Caixa, os representantes dos bancários cobraram melhorias na rede de conveniados, além da recriação das Gipes e dos comitês de credenciamento e descredenciamento nos Estados, cuja extinção pela Caixa piorou a qualidade do convênio médico. Mais uma vez, a Caixa negou as reivindicações sob a alegação de que os usuários estão satisfeitos com o plano, segundo pesquisa on-line feita pelo banco com menos de 2 mil dos 288 mil beneficiários do Saúde Caixa. A Comissão dos Empregados afirmou que a pesquisa não reflete a opinião da maioria dos funcionários, que tem reclamado do plano e exigem um atendimento melhor!

PRÓXIMAS NEGOCIAÇÕES
Na quarta-feira (10/08), serão debatidas questões referentes à CIPA e à FUNCEF. Em seguida, as cláusulas econômicas específicas dos bancários da Caixa. Caso o Governo e a Direção do Banco continuem com essa intransigência na mesa de negociação, não restará alternativa à categoria a não ser discutir a possibilidade de paralisações.

Fonte: Movimento Sindical