Santander divulga ranking e desrespeita aditivo

Santander - Log - grandeSuperintendência da Diretoria de Rede 1 volta a mandar e-mail para funcionários cobrando metas e indicando performance de cada um; prática também é proibida pela CCT.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo voltou a receber denúncias contra a mesma superintendência do Santander por divulgação de ranking, prática que é claramente proibida pelo Termo de Relações Laborais – uma conquista dos trabalhadores na negociação do acordo aditivo 2014/2016 – e pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Voltaram a mandar e-mails para a equipe cobrando o cumprimento de metas e informando a performance de cada bancário, indicando quem alcançou o estipulado e quem estaria longe de bater a meta de vendas.

“É um caso de reincidência. Diante das primeiras denúncias, nós procuramos o banco, que se comprometeu em reorientar o gestor e, de fato, ficamos um tempo sem receber queixas. Agora nos chegam provas de que o problema voltou a ocorrer”, conta o diretor do Sindicato Cássio Murakami.

Ele destaca que a superintendência é subordinada à Diretoria de Rede 1, coordenada por Marcelo Malanga, que também é reincidente em casos de pressão e assédio moral. “O senhor Malanga também se utiliza de práticas similares com superintendentes regionais e gerentes-gerais de agências a ele subordinadas, manda por exemplo e-mails com figuras de animais para identificar quem não bateu as metas abusivas, cobra os gestores de forma desrespeitosa em conference calls… Ou seja, o erro já vem de cima e acaba se transformando em um problema em cascata”, critica o dirigente.

“Nas mesas de negociação, o Santander alega severidade contra a divulgação de rankings, mas sempre recebemos informações de que isso ocorre. Exigimos que o banco cumpra o que foi acertado”, completa Camilo Fernandes, também diretor do Sindicato. “É assim que o Santander quer ser a melhor empresa para se trabalhar?”, questiona a pretensão do banco.

Acordos – No Termo de Relações Laborais assinado pelo Santander, a proibição de ranking é explícita: consta no item “Práticas não permitidas” a “divulgação de resultados ou ranking individual, inclusive por e-mail, citando o nome dos funcionários do local com baixa performance.”

Já a CCT da categoria prevê a proibição de ranking em sua 36ª cláusula: “No monitoramento de resultados, os bancos não exporão, publicamente, o ranking individual de seus empregados” .

Os dirigentes destacam que desobedecer os acordos é uma afronta aos trabalhadores. “É inadmissível que depois de tanta conversa, de tantas negociações, essa prática que agride, humilha e expõe os bancários continue ocorrendo no Santander. Isso é desrespeito com quem constrói o lucro da empresa. Não vamos admitir”, reforça Cássio.

Fonte: SP-Bancários

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