Reajuste não abala lucro dos bancos

Era só o que faltava. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco (foto), teve a audácia de dizer que vai ser um desafio para os bancos manter a rentabilidade após aprovar o reajuste de 10% para os bancários na campanha salarial 2015.

É só olhar os rendimentos da organização financeira para concluir que a declaração é uma mentira. O Bradesco é uma das maiores empresas privadas do país e vai crescer ainda mais com a aquisição do HSBC. Com a compra, o banco passa a ter R$ 7,471 trilhões de ativos. Sem falar no lucro, de R$ R$ 8,7 bilhões no primeiro semestre de 2015.

Por isso, não há nenhum esforço em pagar o reajuste aos funcionários. O índice inclusive foi considerado insatisfatório pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) na mesa de negociação junto a Comissão Nacional, que orientou a aceitação da proposta.

O presidente deve olhar primeiro para os lucros da empresa antes de falar em dificuldades financeiras. Os resultados continuam de vento em popa. O que prova que não há crise no setor mais lucrativo da economia nacional. O banco deveria era investir em melhores condições de trabalho, isso sim.

Fonte: Movimento Sindical

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