Monitorar contas é a maneira mais simples de evitar fraudes financeiras

Consumidor precisa checar as movimentações com frequência para não perder dinheiro.

Poucos brasileiros têm o hábito de verificar suas movimentações financeiras. Não conferem os extratos bancários, a fatura do cartão de crédito, muito menos a conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). E mesmo quando aparece alguma cobrança estranha, sequer investigam a causa do desconto. Esses hábitos podem trazer sérios prejuízos. Muito do dinheiro suado vai facilmente para o ralo.Fraude financeira

O comportamento também abre as portas para fraudes de funcionários mal intencionados e atuação de gangues cada vez mais hábeis em crimes cibernéticos. “É importante que, com frequência, o trabalhador examine detalhadamente a origem de cada cobrança e a periodicidade de todos os depósitos. Mesmo que ele confie suas aplicações a um bom especialista, não deve esquecer que é o dono daqueles recursos. Quem tem a obrigação de controlar o seu dinheiro é você”, explica o educador financeiro Reinaldo Domingos.

Henrique Takaki, coordenador do comitê de segurança da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), assinala que, antigamente, houve em abundância as chamadas clonagens (cópias) do dinheiro de plástico. Mas a indústria investiu muito em segurança para combater as falcatruas. “Todos os equipamentos são certificados por organismos internacionais e também pela Abecs.

Nos bancos, os cartões têm chips (dispositivos) e sistema de monitoramento”, destaca. Com o avanço tecnológico, por outro lado, outros inconvenientes surgiram. “Grande parte das trapaças é no mundo não presencial”, diz.

Como as compras são feitas pela internet ou por telefone, o usuário utiliza o mesmo computador para baixar conteúdos (músicas, filmes) em sites nem sempre seguros e para as transações financeiras. “Assim, os vírus entram e roubam informações pessoais. De forma ingênua, o usuário cai nos golpes. Em algumas compras, o dinheiro nem sai da conta. Porque não foi clonagem do cartão, foi roubo de dados”, destaca.

Segurança
Sempre, antes de qualquer compra virtual, aconselha Takaki, é importante encontrar um cadeado no site. Passe o mouse e observe se a página é mesmo daquela loja. Outra dica simples é não usar a mesma senha de bancos e cartões de crédito nas redes sociais.

E também não esperar a fatura chegar para consultá-la, ao fim de 30 dias. “Pelo menos uma vez por semana, fique de olho nos extratos da conta bancária e dos cartões. Um golpe que tem se tornado comum é, depois de roubar seus dados, o bandido, para testar se o cartão está válido, faz uma transação de pequeno valor. Doa, por exemplo, R$ 1 a qualquer instituição de caridade”, alerta.

Outro truque dos bandidos é ligar para o dono do cartão e informar uma compra irregular, avisando que, por isso, naquele momento, ele está cancelando o dinheiro de plástico. “Perguntam seus dados, sua senha, pedem para cortar o cartão e até mandam um motoboy para pegar os pedaços.

Fique atento: o banco nunca pergunta seus dados quando entra em contato”, reitera. Ele lembra também que há serviços para identificar fraudes, mas o cliente tem que optar por eles, como o aviso de autorização de compra por mensagem de celular (SMS), que custa, em média, R$ 2 por mês.

Fonte: Correio Braziliense

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