Mesmo com lucro recorde, Itaú corta empregos

Itau demite - grandeEm 2015, banco atingiu resultado de R$ 23,8 bilhões, o maior na história do sistema financeiro brasileiro, mas extinguiu 2.711 postos de trabalho.

O Itaú teve lucro líquido recorrente de R$ 23,832 bilhões em 2015, o que representa crescimento de 15,6% em relação ao de 2014. Trata-se do maior lucro anual de um banco brasileiro até hoje, segundo dados da consultoria Economatica. O balanço foi divulgado na terça-feira 2.

Mesmo com resultado recorde, o banco continuou apostando no corte de empregos. Em 2015, o Itaú extinguiu 2.711 postos de trabalho. É inadmissível que, com um lucro desses, o Itaú ainda elimine vagas, quando deveria estar criando postos de trabalho no país. Na propaganda de final de ano defendeu a importância de um mundo ‘humano e pessoal’, mas na prática deixa pais e mães de família sem seus empregos.

O número de cortes foi maior no último trimestre do ano passado. Dos 2.711 empregos eliminados, 1.009 foram entre outubro e dezembro de 2015. Além disso, o banco fechou 120 agências ao longo de 2015 e encerrou o ano com 3.816 unidades no país.

Nenhum desses números se justifica, já que apenas com as receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias, que em 2015 somaram R$ 30,8 bilhões (elevação de 11%), o Itaú cobre 165% do total de suas despesas com pessoal.

Enquanto isso, o número de agências digitais cresceu: em dezembro de 2015 eram 94, ante 31 em dezembro de 2014. A expectativa do banco é encerrar 2016 com 143 agências digitais.

O movimento sindical tem recebido diversas denúncias sobre as condições de trabalho nas agências digitais do Itaú. E o mais grave de tudo é que os dirigentes não estão tendo acesso ao local onde ficam os gerentes das agências digitais para averiguar se procedem. O Itaú precisa rever essa postura antissindical.

Segundo o balanço, 69% das transações do banco já são realizadas em canais digitais (50% internet e 19% smartphone), e somente 31% em canais tradicionais (caixa, caixa eletrônico e telefone).

Outros dados
A carteira de crédito ampliada do banco chegou a R$ 548,073 bilhões, crescimento de 4,3% em 12 meses (desconsiderando a variação cambial a carteira teve queda de 2,9%). Os destaques de crescimento foram crédito imobiliário e consignado, com alta de 19,8% e 12,1% respectivamente. O crédito para veículos, por outro lado, caiu 30% e o crédito para micro, pequenas e médias empresas teve queda de 1,7%.

O índice de inadimplência da carteira de crédito foi de 3,5%, ante 3,1% em 2014. As despesas de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) cresceram 26,7%, atingindo o montante de R$ 22,8 bilhões em 2015.

Receitas com títulos e valores mobiliários, em grande parte indexados pela Selic (atualmente em 14,25% a.a.), tiveram crescimento de 65%, atingindo o patamar de R$ 64,8 bilhões em 2015.

Fonte: Movimento Sindical

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