Lucro do Bradesco avança 13,9% em 2015 e atinge R$ 17,2 bilhões

O Bradesco, segundo maior banco privado do país, superou previsões de lucro, apoiado em maiores receitas com juros, seguros e tarifas, além de rígido controle das despesas, compensando com sobras o aumento da inadimplência e das provisões para calotes.

O banco teve lucro líquido contábil — que exclui efeitos extraordinários de créditos e provisões técnicas, entre outros itens — de R$ 17,190 bilhões em 2015, aumento de 13,9% em relação ao ano anterior, quando lucrou R$ 15,089 bilhões.

“Esse é o balanço de atividades em um dos períodos mais complexos e desafiadores da história política e econômica do Brasil”, afirmou o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco, em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados.

“Foi necessário um esforço redobrado para responder de forma rápida e eficiente às transformações da economia ao longo de 2015.”

No quarto trimestre do ano passado, o lucro do banco somou R$ 4,353 bilhões, alta de 5,65% em relação aos três meses anteriores e de 9% ante um ano antes.

A carteira de crédito do Bradesco encerrou 2015 em R$ 474,027 bilhões, alta de 4,15% na comparação com 2014, mas praticamente estável em relação aos três meses encerrados em setembro.

A carteira foi puxada por grandes empresas (9,5%) e, na pessoa física (alta de 4,5% no ano), pelos segmentos imobiliário (27,1%) e consignado (16,7%).

Em comunicado separado, o banco previu alta de 1% a 5% de seu estoque de financiamentos em 2016. Se confirmado, o número marcará o segundo ano seguido de expansão abaixo da inflação. Em 2015, o IPCA subiu 10,67%. Para este ano, a previsão do mercado é de alta de 7,23% do índice.

“Depois de anos ininterruptos de crescimento, o crédito no país superou 50% do PIB. É obvio que agora, em um ciclo econômico adverso, a curva dá sinais de acomodação”, afirmou Trabuco.

“A desaceleração esfriou a demanda de famílias e empresas. Não é um bom sinal, mas é um alento, porque significa que estão agindo com responsabilidade em um cenário indefinido de retomada do crescimento”, disse o executivo.

Fonte: Folha

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