Juventude é protagonista na democracia

Nesta sexta-feira, 12 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Juventude. A data foi definida pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1999, para ser um dia de reflexão sobre a inclusão e o papel dos jovens na sociedade. No Brasil – que atravessa uma crise econômica, política e social sem precedentes, e que realiza eleições gerais em outubro – o protagonismo da juventude ganhou ainda mais relevância em 2022.

E este protagonismo da juventude, o ímpeto em influir nos rumos do país através do exercício da democracia, comprova-se no crescimento recorde no número de eleitores entre 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo. Neste ano, 2,1 milhões de jovens com 16 ou 17 anos estão com o título regularizado e poderão votar. Em 2018, eram 1,4 milhões. Um crescimento de 51,13% no número de eleitores nesta faixa etária.

Motivos não faltam para a juventude reivindicar seu protagonismo nos rumos do país: o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos é de 19,3%, mais do que o dobro da média geral (9,3%); são os jovens os mais afetados pela violência, principalmente jovens negros; e o governo Bolsonaro promove sucessivos cortes orçamentários na Educação, sobretudo nos recursos das universidades federais, das quais 17 instituições correm o risco de parar suas atividades por falta de recursos para pagar contas básicas, como água e luz.

“Estamos em um momento de grandes desafios para a juventude. O índice de desemprego entre os jovens é altíssimo, algo muito preocupante. E os jovens que trabalham estão em sua maioria em empregos precarizados e sem direitos trabalhistas. Precisamos estar mobilizados para mudar a situação atual do nosso país, e as eleições de outubro farão a diferença”

Karen Souza, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região e integrante do coletivo de Juventude da entidade.

Juventude trabalhadora

Com a melhora da situação da pandemia de Covid-19 no país, os fóruns de debate dos jovens trabalhadores retomaram seus encontros e conferências presenciais.

“A retomada destes fóruns, no âmbito da CUT, da Uni Américas, está sendo muito importante. São os jovens, principalmente, que estão à frente dos debates sobre a preservação ambiental, sustentabilidade, essenciais para o futuro do planeta; como também de temas como emprego, direitos, educação, saúde, direitos humanos e tantos outros”

Fernanda Reis, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região e integrante do coletivo de Juventude.

“A juventude está consciente do seu poder de transformação e cada vez mais organizada para fazer a mudança que o país precisa em outubro. Nesta luta por um país mais justo, solidário e com oportunidades para todos, o jovem terá papel decisivo”, conclui Fernanda.

Fonte: SPBancarios