Itaú fecha agências na base do Sindicato de Ponte Nova

O movimento sindical cobra do Banco Itaú, o fim das demissões e mais contratações.  Levantamento do Dieese aponta que, desde 2011, o Itaú já fechou mais de 21 mil postos de trabalho. Apesar de ser uma concessão pública, continua fechando agências em todo o país: hoje possui um total de 3.707 unidades, uma redução de 161 em doze meses.

Os funcionários do Itaú querem mais responsabilidade e respeito dos seus patrões. A grande preocupação é com relação ao emprego e com relação às agências digitais. O banco digital em que o Itaú está se transformando vem reduzindo postos de trabalho. Mas a tecnologia não pode ser usada para extinguir empregos e prejudicar o atendimento à população, que têm direito ao atendimento presencial.

O fechamento de agências físicas e ampliação das digitais promove a eliminação de postos de trabalho e sobrecarrega quem permanece no emprego. O banco já deixou claro, aos funcionários, que o projeto é estender as transações pelos canais digitais em todo o Brasil.

De acordo com informações do movimento sindical, em Belo Horizonte foram fechadas 16 agências.

Somente na base do Sindicato de Ponte Nova e Região, encerraram suas atividades 5 agências (Rio Casca, Raul Soares, Matipó, Araponga, São Miguel do Anta). Os trabalhadores foram realocados, muitos para lugares distantes.

O banco deu o recado, que até dezembro haverá uma pausa com as demissões, porém a partir de janeiro de 2017, o processo de remanejamento e fechamento de agências voltará, amedrontando os seus funcionários pela instabilidade no emprego.

O Itaú teve lucro líquido recorrente de R$ 10,737 bilhões no primeiro semestre de 2016. Isso representou uma queda de 10,2% em relação ao lucro recorrente no mesmo período em 2015, que foi de R$ 11,958 bilhões. Mas essa redução foi consequência do aumento das despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), que tiveram um crescimento de 21,4% nos primeiros seis meses do ano, passando de R$ 10,973 bilhões em 2015, para R$ 13,316 bilhões em 2016.

Apesar do resultado inferior ao mesmo período de 2015, o Itaú mantém seus lucros nas alturas, ainda que, neste período de crise financeira por que passa o país, o Itaú e os bancos em geral continuam sendo um dos setores mais lucrativos da economia brasileira.

Apenas com o que ganha com receitas de tarifas e serviços – que tiveram alta de 8% em relação ao primeiro semestre de 2015 –, a instituição financeira cobre 163% de sua folha de pessoal. Ou seja, não há mesmo nenhuma justificativa para que uma empresa desse porte mande pais e mães de família para a rua. Lucra muito cobrando juros e tarifas exorbitantes da população e devolve desemprego à sociedade.

Parece que o Itaú não esta satisfeito com os seus R$ 10,737 bilhões, pois é o banco que mais demite. Mesmo com um lucro altíssimo no semestre, o Itaú extinguiu 2.995 empregos em doze meses [de junho de 2015 a junho de 2016]

Com início da Campanha Salarial na próxima semana, os bancários reivindicarão a paralização das demissões, porém é importante que haja uma participação dos funcionários, pois somente com muita luta é que os atuais direitos poderão ser mantidos.

Mantenha-se sempre informado acessando diariamente o site do Sindicato (www.bancariospnr.org.br) e o aplicativo SBPNR disponível para smartphones Android e IOS.

Fonte: SEEBPN com informações do Movimento Sindical

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