Itaú desrespeita direito e cria ranking de gerentes

A lista de violações de direitos trabalhistas e de desrespeito à Convenção Coletiva de Trabalho, por parte do Itaú, aumenta a cada dia. Durante esta semana, o Sindicato de SP recebeu novas denúncias de assédio moral envolvendo gerentes e trabalhadores de agências digitais.

De acordo com as denúncias, os gerentes dessas unidades estariam sendo expostos através de e-mails e murais, onde, identificados por números, fariam parte de um ranking de quem vendeu mais serviços para os correntistas do banco.venda itau

Os bancários ainda reforçam as denúncias de que há assédio moral para o cumprimento de metas, seja por meio de constrangimentos durante o expediente e até mesmo através de mensagens via e-mail e celular pessoal do funcionário.

Uma trabalhadora revela que são feitos dois rankings, diariamente, e enviados por e-mail, com a intenção de constranger os gerentes que não estão batendo as metas de venda de serviços.

A pressão é tamanha que até funcionários com problemas de saúde, que precisam se afastar do trabalho por motivos médicos, são constrangidos a comparecer ao trabalho. “Não temos o direito de ficar doentes, a pressão por bater metas é constante”, desabafa um deles.

“Expor os trabalhadores é prática do Itaú em algumas regiões, como na Dicom 5. Nós já fizemos denúncias à direção do banco e eles não tomaram providências, preferem dizer que os problemas não existem”, confirma a diretora do Sindicato e funcionária do Itaú Valeska Pincovai.

Segundo ela, a prática se configura como assédio moral e o Sindicato tomará as medidas judiciais cabíveis pelo descumprimento da CCT por parte do banco.

“Como se não bastassem todos estes absurdos, temos ainda denúncias sobre o não cumprimento das pausas, uma vez que os trabalhadores utilizam headphone, e gestores que impedem suas equipes de saírem no horário, caso a meta não tenha sido cumprida”, complementa a dirigente sindical Erica Godoy.

Ela diz que trabalhar em agências digitais está se transformando em ‘cárcere privado’, e reforça a importância de os funcionários continuarem denunciando ao Sindicato todas as práticas irregulares do banco.

Fonte: Seeb SP

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