Impostos acirram as desigualdades

A reforma tributária no Brasil precisa sair do papel urgentemente. Dados da Receita Federal expõem o tamanho das desigualdades. Dos 26,4 milhões de contribuintes que declaram imposto em 2013, 71.440 têm rendimento anual de R$ 1,3 milhão. Por mês colocam no bolso 160 salários mínimos, em média. Apesar da bonança, a camada mais rica tem apenas 6,4% da renda retida na fonte da Receita.

Os trabalhadores que estão nos extratos intermediários da pirâmide social, com renda entre 20 e 40 salários mínimos, pagam 11,7% de imposto. A injustiça é maior com quem está mais abaixo.

Uma pessoa com renda mensal acima de R$ 4.664,00 tem de desembolsar a mesma alíquota de quem ganha R$ 300 mil. Isso porque, a atual tributação é progressiva até uma determinada faixa de renda.

Os mais ricos são beneficiados de todos os jeitos. Hoje, boa parte dos bens e ativos não recolhem impostos, a exemplo de iates e jatinhos. Para se ter ideia, o topo da pirâmide possui patrimônio de R$ 1,2 trilhão e não paga nada.

Outra imoralidade, assegurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, diz respeito à não tributação do lucro e dividendos recebidos por acionistas e sócios de empresas. Com tanta mordomia para os mais ricos, sobra para os mais pobres pagarem a conta.

Dessa forma, cerca de 40% da carga tributária brasileira é composta por impostos indiretos, aqueles embutidos nos produtos de consumo. E o peso recai no bolso do trabalhador.

Fonte: Movimento Sindical

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