Greve forte pressiona os bancos e garante a retomada das negociações

Depois de quatorze dias de greve, a força da mobilização dos bancários quebrou o silêncio dos bancos, que finalmente agendaram uma nova rodada de negociação para esta terça-feira, dia 20, às 16h, em São Paulo.

A forte greve dos bancários surpreendeu os bancos, que se viram obrigados a retomar as negociações. Os banqueiros apostaram que o cenário de crise no Brasil iria atrapalhar a greve dos bancários. Mas, ao contrário, a categoria mostrou que é de luta e construímos uma das paralisações mais fortes das últimas décadas. Esperamos, agora, que os bancos apresentem uma proposta decente de acordo que contemple as nossas reivindicações, na reunião desta terça-feira

 Foram quatorze dias de greve até que os bancos decidissem retomar as negociações, que estavam interrompidas desde o dia 25 de setembro, quando a Fenaban apresentou a pior proposta de acordo da última década. Os bancários, então, iniciaram uma forte greve no dia 6 de outubro.

 Nesta segunda-feira, dia 19, à noite a federação dos bancos finalmente enviou mensagem via e-mail à coordenação do Comando Nacional dos Bancários marcando a reunião para esta terça-feira, às 16h, em São Paulo.

Desde o início das negociações, em agosto, os sindicatos não mediram esforços para construir um acordo de forma dialogada. Mas a intransigência dos bancos empurrou os bancários para a greve, que vai seguir forte até que a Fenaban apresente uma proposta digna.

 Impasse – A pauta de reivindicações dos bancários foi entregue à Fenaban em 11 de agosto. Desde então, foram realizadas cinco rodadas de negociação sem qualquer acordo em relação ao índice de reajuste e demais itens da pauta. No dia 25 de setembro, os bancos apresentaram proposta de 5,5% de reajuste salarial – que representa perda de 4% em relação à inflação – mais abono pago uma só vez no valor R$ 2,5 mil.

Esperamos que os bancos tenham entendido o recado dado pelos bancários nesta forte greve e apresentem uma proposta nesta terça-feira com aumento digno para os salários, o piso, a PLR e os vales. E que atenda outras reivindicações importantes, como a garantia para o emprego dos bancários e a melhoria das condições de trabalho, com combate ao assédio moral e às metas abusivas.

 A pauta de reivindicações dos bancários prevê, entre outros pontos, reajuste salarial de 16%, valorização do piso no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e proteção ao emprego, vales-alimentação e refeição maiores.

Fonte: Moviemento Sindical

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