Primeiro dia de greve dos bancários tem números recordes e arranca negociação para sexta-feira (9)

O primeiro dia de greve da categoria bancária em todo o Brasil é considerado o maior da história. Em resposta a proposta rebaixada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), 7359 agências, centros administrativos, Central de Atendimento (CABB) e Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) tiveram as atividades paralisadas. No final do dia, a Fenaban chamou para nova rodada de negociações que acontece na sexta-feira (9), às 11h, em São Paulo. Os números deste ano são 17,6% do que os do ano passado.

As notícias que chegaram desde as primeiras horas do dia, com bancários de todo o Brasil nas agências, vestindo as camisetas da campanha, já sinalizavam que teríamos  um dia muito importante na construção do enfrentamento com a intransigência dos banqueiros. O boletim final do dia confirmou que a greve já é um sucesso. Isso com toda certeza vai impactar na Fenaban e ajudar no convencimento para retornarmos às negociações e que possamos prosseguir rumo a uma proposta decente que valorize os bancários e bancárias.

O contato da Fenaban corou um dia exitoso da greve dos bancários. Quando foi feito um balanço e tivemos a grande alegria em perceber que, num ano difícil, num cenário duro de instabilidade política, de crise, de negociação muito dura com a Fenaban, os bancários aderiram a greve e  a certeza de que isso ia de alguma maneira estimular a Fenaban a retomar o contato para fazer a negociação. Isso se configurou. A Comissão de Negociação vai se reunir com eles no dia 9 e a expectativa é que a proposta seja revestida de decência. Que o banqueiro não queira reduzir nosso salário e que apresente condições objetivas para que possamos caminhar para a solução do nosso conflito, não penalizando a sociedade com a greve. Os bancários não gostam de greve, quem gosta de greve é o banqueiro.

Fonte: Movimento Sindical

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