Com medo da greve, diretoria do BB apela para o vale-tudo

Os Sindicatos têm recebido denúncias de que a diretoria do Banco do Brasil, através de alguns gestores, estaria ameaçando com retaliações quem participar da greve de toda a categoria bancária marcada para a manhã (6). A atitude é caracterizada como assédio moral, violência organizacional e prática antissindical. Uma das ameaças mais usadas é a perda do direito à ascensão profissional daqueles que paralisarem suas atividades.

Não é a primeira vez que o BB se utiliza deste artifício para intimidar o funcionalismo. Em anos anteriores fez o mesmo, só mudando o tipo de ameaça, como o não pagamento da PLR da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mais tarde do módulo bônus e em mais uma campanha, o descomissionamento aos que participassem da greve. Nada disto se confirmou, com o funcionalismo paralisando nacionalmente as suas atividades e derrotando as tentativas de intimidação.

Punição aos assediadores
Todos estes artifícios são inconstitucionais e ilegais. Ferem frontalmente o Artigo 9º da Constituição Federal que garante o direito de greve, e o Artigo 5º, que dispõe sobre os direitos e deveres individuais e coletivos e seus parágrafos 1º, 3º e 8º. E são um desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho específico, que, em sua cláusula 52ª, prevê punição dos gestores que desenvolverem tais práticas, ficando os mesmos impedidos de ascender na carreira, em virtude de denúncias de assédio feitas à Ouvidoria do BB e aos Sindicatos, conforme disposto no Protocolo de Prevenção de Conflitos, do qual o banco é signatário. A cláusula 43ª do Acordo Coletivo de Trabalho, “Gestão de Ética”, prevê o combate ao assédio moral e a desvios comportamentais como estes. As denúncias devem ser encaminhadas para o seu Sindicato, que acionará o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho Emprego (MTE).

Fonte: Movimento Sindical

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