Cassi: Aumentar as contribuições em 54% não resolve o problema

Entidades rompem com a unidade e propõem aumentar as contribuições. Movimento Sindical é contrário.

O Movimento Sindical informou, nesta quarta-feira, 06 de janeiro, que três das entidades que participam da Comissão de Negociações com o Banco do Brasil sobre a Cassi Cassi 500 x 223romperam com o procedimento unitário que vinha sendo adotado até então pelos representantes dos trabalhadores e apresentaram uma proposta que repassa aos associados maior responsabilidade pelo custeio da Caixa de Assistência. Tais entidades propõem aumentar em 54% as contribuições dos associados e do banco, abrindo espaço para novos aumentos futuros.

O movimento sindical é contrário a esta proposição. Primeiro, porque onera demasiadamente os associados ativos e aposentados. Segundo, porque parte de premissas questionáveis: a proposta considera que as receitas da Cassi cresceram 8,75% ao ano entre 2007 e 2014, enquanto que as despesas médicas cresceram 12,02% ao ano no mesmo período.

Porém, é preciso considerar que de 2004 a 2014, as receitas da Cassi (excetuando as oriundas do BET) cresceram 129%, para um aumento de 142% nas despesas com atenção à saúde. Ou seja, receitas e despesas cresceram em patamares semelhantes, não justificando um aumento exponencial nas contribuições, conforme propõem as três entidades.

Em terceiro lugar, não há nenhuma garantia de que o BB aumente suas contribuições. Tal proposta ainda abre espaço para que o banco mande a conta para os associados, pois, desde o começo das negociações, o BB se nega a aumentar suas contribuições patronais.

Por último, tal aumento das contribuições não garante, por si só, ampliação da rede credenciada e melhoria no atendimento, um problema crônico da Cassi. A solução destes problemas é extremamente complexa e não se resolve com simples aumento das contribuições.

Até o momento, o BB tem sido muito evasivo e pouco afirmativo em suas propostas para a Cassi. De qualquer forma, o processo negocial está em construção, podendo avançar em vários pontos. Uma proposta de aumento do custeio nesse momento enfraquece os trabalhadores na mesa de negociação e não garante a resolução do problema. A Cassi é uma construção histórica pela qual o BB também deve se responsabilizar.

Fonte: Movimento Sindical

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