Câmara Federal derrota democracia

Independentemente de estar contra ou favor do governo, o fato é que a votação de ontem, na Câmara Federal, que aprovou a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, representa um duro golpe na jovem democracia brasileira e no Estado de Direito.

Juristas renomados, com prestígio internacional, entidades de peso na sociedade brasileira como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), e organismo mundial como a OEA (Organização dos Estados Americanos) reconhecem que o processo é ilegal, por não haver crime de responsabilidade cometido pela presidenta.

A situação se agrava porque o processo foi conduzido pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e contra quem há provas irrefutáveis de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e improbidade administrativa.

A votação registrou 367 votos favoráveis, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências. Agora, o processo segue para o Senado, responsável pela decisão final, que pode rejeitá-lo ou aceitá-lo. No último caso, será determinado o afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República. A sessão durou quase 10 horas.

Fonte: Movimento Sindical

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.