Barbosa a investidores: estabilidade, investimento e reforma da Previdência

A poucas horas de tomar posse formalmente no Ministério da Fazenda, no lugar de Joaquim Levy, o agora ex-titular do Planejamento Nelson Barbosa enfatizou, em conversa com investidores brasileiros e estrangeiros, que o governo mantém foco no ajuste fiscal e no combate à inflação. Segundo ele, a preocupação é “criar condições para primeiro estabilizar e depois aumentar o investimento” no país. Barbosa também manifestou preocupação do Executivo com a Previdência, adiantando que a equipe econômica tem estudado propostas de reforma para o setor que devem ser apresentadas no início de 2016.NELSON BARBOSA

Na conversa com investidores, ele disse que um dos objetivos é adaptar limites da idade para aposentadoria às mudanças na demografia. No início do mês, durante evento em São Paulo, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, adiantou que o governo estava discutindo internamente o assunto, defendendo financiamento do sistema por tempo mais prolongado, considerando o maior tempo de expectativa de vida do brasileiro. “Temos de esquecer a figura da pirâmide como representação da demografia brasileira”, disse na ocasião.

Das alternativas em estudo, uma tornaria móvel o sistema conhecido como 85/95, soma de idade e tempo de contribuições de mulheres e homens, respectivamente. Também se cogita fixar uma idade mínima, com ajustes periódicos.

Barbosa disse ainda que o governo fará “o que for necessário” para atingir a meta de superávit fiscal (economia para pagamento de juros), fixada em 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano que vem. Se algumas medidas não garantirem a receita desejada, o Executivo buscará “alternativas”, com a preocupação de baixo impacto na inflação. Sobre esse item, ele afirmou que o país passa por um “aumento temporário devido a choques de oferta”.

Com 46 anos, completados em novembro, Nelson Barbosa já foi secretário de Acompanhamento Econômico (2007-2008), de Política Econômica (2008-2010) e executivo (2011-2013) na Fazenda. Passou pelo Banco Central e pelo BNDES.

Fonte: Rede Brasil Atual

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