Bancos não apresentam propostas sociais e insistem em impor perdas econômicas à categoria

Terminou sem avanços e sem novidades, a reunião de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorrida na tarde desta terça-feira (30), no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Bancos permaneceram com a proposta econômica (6,5% de índice sobre salários, vales e demais verbas, mais abono de R$ 3 mil).

A representante dos bancos realizou sua explanação sobre as cláusulas sociais e as negativas às reivindicações dos trabalhadores bancários predominaram durante a reunião.

PLR

A fórmula permanecerá inalterada. A reivindicação do movimento sindical é de que a fórmula seja adequada para que os bancos, que são altamente lucrativos e cortam postos de trabalho, distribuam o percentual mínimo previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que é de 5% do lucro do banco.

Licença paternidade

Passará a ser adotada pelos bancos a partir de janeiro de 2017,  a exemplo do ocorrido com a licença maternidade estendida, já que este ano não está previsto no orçamento.

Programa de Reabilitação

Cláusula 44 da CCT, terá o nome alterado para Programa de Retorno ao Trabalho, uma reivindicação antiga do movimento sindical.

Auxílio creche

Apesar da ponderação do movimento sindical de que o valor é baixo e não atende às necessidades dos bancários, os bancos se limitaram a dizer que será tratado como cláusula econômica e não apresentaram proposta.

Vale Cultura

Fenaban reiterou a posição de que a renovação ficará condicionada à manutenção da lei, que expira em 31 de dezembro de 2016.

Sequestro

Sobre os casos de extorsão mediante sequestro, os bancos insistem que só é possível clausular item que envolva diretamente o bancário.

Igualdade de Oportunidades

Os representantes dos bancos sinalizaram que os temas apontados pelo movimento sindical deverão ser abordados na mesa temática.

Agências digitais

A Fenaban afirma que não tem condições de discutir o tema globalmente e que deverá ser tratado banco a banco.

No dia de hoje os bancos mantiveram postura intransigente de não apresentar proposta global e permaneceram com estratégia de tentar impor à categoria um índice de reajuste que propõe perda do poder aquisitivo aos bancários.

A greve é a saída para enfrentar a postura arbitrária do setor mais lucrativo do país, que no primeiro semestre lucrou R$ 29,7 bilhões. A mobilização é a maior arma que temos para vencer a força dos bancos na mesa de negociação.

Só a participação de todos pode garantir avanços.

Fonte: Movimento Sindical

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