19/01/21 Cafezinho

Banco do Brasil reduz quadro e despesas com pessoal

O governo federal lançou recentemente um plano de demissão voluntária no Banco do Brasil. Uma atitude que representa mais um passo para o desmonte da empresa. Ao longo de sete anos, o BB encolheu o quadro de funcionários em 18,4%, totalizando 93.190 trabalhadores a menos no número de efetivos ao final de 2019.

Também diminuiu os gastos com despesas de pessoal, o que não justifica mais cortes no BB. Em 2013, gastou R$ 30,03 bilhões e passou para R$ 26,76 bilhões em 2019. Redução de 10,9%. Mas, ainda assim, dentro deste período, como em 2016, quando houve queda do quadro de bancários de 8.569 empregados, o Banco do Brasil manteve alta lucratividade.

O que de fato tem acontecido com a instituição financeira, desde o governo Temer, é o sucateamento da máquina pública, para no fim ser privatizado. Com o corte na quantidade de funcionários, os serviços começam a ser precarizados, facilitando a venda para o capital estrangeiro, o único capaz de comprar e gerir o maior banco público do país.

Com o novo plano de desmonte do governo Bolsonaro, travestido de “reestruturação”, serão fechadas 361 unidades, sendo 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios no primeiro semestre deste ano. O maior prejuízo causado serão os 5 mil postos de trabalhos a menos, durante uma crise de emprego sem precedentes na história do país. Lamentável.

Fonte: Movimento Sindical

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