Bancários param mais de 100 agências na cidade de São Paulo

Dia Nacional de Paralisação une movimentos sindical e social em todo o País.

Milhares de trabalhadores das mais diversas categorias profissionais cruzaram os braços nesta sexta-feira (29), Dia Nacional de Paralisação e Manifestações Rumo à Greve Geral. O motivo é o combate ao PL da Terceirização e medidas que dificultam acesso a direitos, e a defesa da democracia e do fim do fator previdenciário.Agência bancárias fechadas em SP dia 29

Os bancários, em São Paulo, paralisaram 107 agências e 4 concentrações nas regiões da Avenida Paulista, centros velho e novo. Também parou o Casa 3 do Santander, na zona sul, onde a maioria dos 3,5 mil trabalhadores é terceirizada.

A partir das 17h os trabalhadores se concentrarão num grande ato na Praça da República, centro da capital. Em greve há 80 dias, pela valorização dos profissionais da educação e por um ensino público de qualidade, os professores do estado de São Paulo participaram do protesto.

Os bancários são uma das categorias mais prejudicadas pela terceirização. Estima-se que meio milhão de profissionais prestem serviço terceirizado ao sistema financeiro, além dos cerca de 500 mil formalmente contratados.

“Os bancos são os mais interessados na terceirização. Ganham muito com ela. Já terceirizaram uma série de serviços e poderão fazer isso com todos os outros se o PL da Terceirização passar pelo Congresso Nacional”, afirma a presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira.

“No setor financeiro, os terceirizados ganham até 70% menos, trabalham muito mais, em jornadas extensas, péssimas condições de trabalho e sem os direitos conquistados pela categoria em anos de luta. Por isso, estaremos protestando nas ruas, nas redes sociais, denunciando parlamentares que traem os trabalhadores, até que o PL da Terceirização seja definitivamente derrubado.”

Além da terceirização, o Dia Nacional de Paralisação protesta também contra a retirada de direitos prevista pelas medidas provisórias 664 e 665, o ajuste fiscal, pelo fim do fator previdenciário e a adoção da fórmula 85/95 para as aposentadorias. Além disso, os trabalhadores defendem a democracia e uma reforma política de fato, que acabe com o financiamento das campanhas eleitorais por empresas, fonte de corrupção e desvio de verbas.

Por todo o lado

Além dos bancários de São Paulo, Osasco e Região, inúmeras outras categorias dos mais diversos cantos do país aderiram à mobilização. Do Rio Grande do Sul até a Bahia, passando por todo o estado de São Paulo, Paraná, Fortaleza, Recife, Sergipe, dentre outros locais, há notícias de adesão à luta.

Fonte: Seeb SP

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