Bancários esperam que bancos apresentem proposta que atenda reivindicações

Campanha Salarial 2015 - grandeApós um mês e meio de negociações, os bancários de todo o país esperam que a Fenaban apresente uma proposta que contemple as reivindicações econômicas e sociais da Campanha Nacional 2015

Após um mês e meio de negociações, os bancários de todo o país esperam que a Fenaban apresente nesta sexta-feira 25 uma proposta que contemple as reivindicações econômicas e sociais da Campanha Nacional 2015, entregues aos bancos no dia 11 de agosto. É nessa data que a Comissão Nacional dos Bancários fará a quinta rodada de negociações com os banqueiros, em São Paulo.

Foram realizadas até agora quatro rodadas de reuniões sobre emprego, saúde e condições de trabalho, remuneração, segurança e igualdade de oportunidades, sem que houvesse avanços nas negociações. Na última, na quarta-feira 16, os negociadores dos bancos disseram que apresentariam uma “proposta global” nesta sexta-feira.

Se existe um setor da economia brasileira que não pode reclamar de crise para negar reivindicações de seus trabalhadores é o sistema financeiro. Somente os cinco maiores bancos tiveram mais de R$ 36 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre, um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano passado, graças em grande parte ao esforço e à produtividade dos bancários. É a maior rentabilidade mundial. Por isso eles têm plenas condições de atender as reivindicações dos bancários.

A expectativa é que a Fenaban apresente uma proposta que possa ser levada para a avaliação das assembleias e assim também destrave as negociações das reivindicações específicas dos bancários do Banco do Brasil, da Caixa, do Banco da Amazônia, do Banpará, do BRB e do BNB.

As principais reivindicações dos bancários são as seguintes:

  • Reajuste salarial de aproximadamente 16% (INPC + 5% de aumento real).
  • PLR de 3 salários mais R$7.246,82 fixos.
  • Piso salarial de R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (equivalente ao salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral, que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)  para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Movimento Sindical

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