Burnout significa esgotamento. Como um fósforo que se apaga, uma bateria que descarrega ou um copo que se esvazia gota a gota. A síndrome, infelizmente realidade de muitos escritórios, hospitais, agências bancárias e tantos outros locais de trabalho, atinge 9 em cada 10 profissionais.
Em meio ao debate e à entrada em vigor, ainda que de forma não ideal, da NR-1, que recoloca a saúde mental no centro da regulação trabalhista, o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, da Wellhub, revela que 90% dos trabalhadores relataram sintomas de burnout no último ano.
A atenção à saúde e o comprometimento das empresas com a NR-1, inclusive, integra a pauta da categoria bancária, em campanha salarial. O estresse e o esgotamento podem ter consequências diversas, todos negativos.
Pesquisa da Deloitte mostra que 40% dos impactos são sentidos na saúde mental, seguidos por efeitos físicos (33%) e sociais (21%). Tem mais. O rendimento no trabalho cai e o sono vai embora, literalmente. Segundo a Wellhub, 69% dos profissionais dormem menos de sete horas por noite, o que pode desencadear diversos outros problemas.
Os efeitos também são financeiros. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, por ano, 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por conta da depressão e ansiedade. O custo à economia global é quase US$ 1 trilhão.
Fonte: Movimento Sindical