8º Dia de Greve

Hoje, 13 de outubro, esta completando oito dias de greve nacional dos bancários e a paralisação continuou forte depois do feriado prolongado, atingindo 26 estados e o Distrito Federal, 11.437 agências fechadas, um percentual de 83% maior que no primeiro dia.

Mobilização aumenta a cada dia

Os bancários têm aumentado a participação no movimento grevista deixando claro para os banqueiros a insatisfação com a proposta.

No primeiro dia foram 6.251 agências paralisadas e a greve vem aumentando dia a dia: para 8.763, 10.369 e saltando a 10.818 na última sexta-feira e 11.437 nesta terça-feira (13).

Na base do Sindicato de Ponte Nova – MG mantém 100% das agências bancárias de Ponte Nova, Rio Casca, Viçosa e Visconde do Rio Branco fechadas, como também trabalhadores parados do BB de Coimbra, Teixeiras, Santa Margarida e Matipó. A adesão continua, hoje também, os bancários do BB e da Caixa de Raul Soares cruzaram os braços.

Até o momento os banqueiros não se dispuseram a retomar as negociações. Este silêncio denota falta de respeito para com os trabalhadores, faz aumentar o sentimento de indignação. Enquanto os banqueiros continuarem intransigentes, a greve continua.

Os trabalhadores fazem da greve a arma mais forte contra os banqueiros que precarizam os serviços bancários, exigem cumprimento de metas absurdas, praticam assédio moral e que nunca perdem – mesmo o país passando por uma crise – os cinco maiores bancos tiveram um crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2014. Ou seja, lucraram R$ 36,3 bilhões no primeiro semestre de 2015.

O movimento sindical cobra dos bancos a valorização dos bancários e um melhor atendimento a sociedade em geral.

Independente da greve, a população é diretamente afetada com o descaso dos banqueiros e a falta de funcionários que vem piorando a cada dia. Cada vez mais os clientes estão sendo direcionados aos caixas eletrônicos, ou outros meios que não têm o mesmo padrão de atendimento e nem mesmo segurança.

Além do reajuste dos 16%, a categoria reivindica mais contratações, garantia de emprego, fim da terceirização, fim do assédio moral, fim da rotatividade.

A minuta de reivindicações foi entregue no dia 11 de agosto. Durante esse período aconteceram cinco rodadas de negociações sem avanços. Os banqueiros disseram não as reivindicações dos bancários e apresentaram uma única proposta de 5,5% mais um abono 2,5.

Fonte: Movimento Sindical com informações do SEEBPN

 

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